ABRIL
“A alma imaculada,
Maior que todos os mundos (porque os mundos
Por ela subsistem); menor que as sutilezas
Das coisas mais diminutas; última das últimas;
Senta-se no coração oco de tudo o que vive!
Que deixou de lado desejo e medo,
Dominou os sentidos, e o espírito aquietou,
Vê na serena luz da verdade
Eterna, salva, majestosa – SUA ALMA!”
O SEGREDO DA MORTE. (De Katha Upanishad, Seção I, Pt. ii, 20.)
ABRIL
1
Aquele que deixa a companhia dos tolos, abre caminho para a dos sábios.
2
O eu está oculto em todos os seres, e não brilha; mas é visto por olhos sutis, por meio de seu intelecto afiado e sutil.
3
A paciência leva ao poder; mas a ansiedade e a ganância levam a perdas.
4
Três coisas tornam rico um homem pobre: cortesia, consideração pelos outros e o evitar suspeitas.
5
Quando a fé se vai, surge o infortúnio; quando a confiança está morta, nasce a vingança; e quando a traição aparece, todas as bênçãos se afastam para longe.
6
O mundo existe por uma causa; todas as coisas existem por uma causa; e todos os seres são ligados a uma causa, assim como a roda do carrinho que gira no pino de um eixo.
7
A alma viva não é mulher, nem homem, nem neutra; qualquer corpo que ela assumir, com este tão somente ela se junta.
8
Aquele que desejava chegar ao budado e aspira ao conhecimento do Nascido-por-si-Mesmo, deve honrar aqueles que guardam sua doutrina.
9
À medida que a aranha sobre pelo seu fio ganha o espaço livre, assim também aquele que decide elevar-se pela conhecida palavra OM, ganha independência.
10
A roda do sacrifício tem o Amor como seu cubo, a Ação como seu aro, e a Fraternidade como seus raios.
11
O homem consiste em desejos. E como é o seu desejo, assim é sua vontade, assim é a sua ação, e qualquer ação que ele fizer, isto ele irá colher.
12
Uma pedra se torna uma planta; uma planta um animal; um animal um homem; um homem um Espírito; e o Espírito – um DEUS.
13
Não há lugar algum na terra, nem no céu, nem no mar, nem há caverna alguma na montanha, onde uma má ação não traga problemas para aquele que a comete.
14
Quem quer que, não sendo uma pessoa santificada, finja ser um santo é de fato o mais baixo dos homens, um ladrão em todos os mundos, incluindo o de Brahma.
15
Se um homem que se associa comigo (Buda) não adapta sua vida a meus mandamentos, que benefício serão dez mil preceitos para ele?
16
Aquele que fere será ferido; aquele que demonstra rancor encontrará rancor; assim, da injúria vem a injúria, e aquele que se enraivece se deparará com a raiva.
17
“Ele me ofendeu, ele me repreendeu, ele me bateu, ele me reprimiu”*; aquele que mantém isso em mente, e que sente ressentimento, não encontrará paz.
18
Como uma linda flor, cheia de cores, mas sem perfume, assim são as palavras encantadoras, porém infrutíferas daquele que não age de acordo com o que fala.
19
Quando tua mente tiver ultrapassado a mácula da ilusão te tornarás indiferente a tudo o que ouviste ou ouvirás.
20
O sábio preserva a ordem da natureza; eles assumem formas excelentes em segredo.
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* The Golden Rules of Buddhism (As Regras de Ouro do Budismo), de Henry Olcott, Regra 186-187. (N. da T.)
21
Se perderes tudo, mas com isso obteres sabedoria, tua perda será o teu ganho.
22
Esvazie tua mente do mal, porém encha-a com o bem.
23
Grandes obras não precisam de muita força, mas de perseverança.
24
Dormir é apenas nascer na terra da Memória; o nascimento é somente um sono durante o qual se esquece o Passado.
25
Perdoar sem esquecer é censurar aquele que comete o erro toda vez que o ato volta para à nossa lembrança.
26
Todo homem contém dentro de si a imortalidade em potencial, equilibrada pelo poder de escolha.
27
Aquele que vive em uma cor do arco-íris é cego para as demais. Viva na luz difundida por todo o arco, e saberás de tudo.
28
Toda vez que o devoto pronuncia a palavra OM, ele renova o compromisso com a potencialidade divina que vive como num relicário dentro de sua Alma.
29
As pessoas falam do Diabo. Todo homem já o viu; ele está em todo coração pecaminoso.
30
O Eu Superior conhece aquela casa Altíssima de Brahma, que tudo contém e brilha tanto. O sábio que sem desejar a felicidade adora este Eu não nasce de novo.
