Glossário Teosófico
Dammapada
Ver Dhammapada. Dâna (Sânsc.) — Literalmente, “caridade”, O ato de dar esmola aos mendigos. É a primeira das seis perfeições (Paramitãs) do budismo. [A chave da caridade, do amor e terna compaixão; a chave da primeira porta, a qual dá entrada ao Sendeiro (A Voz do Si- lêncio, III, Dâna significa também: dom, dádiva, esmola; liberalidade, generosidade etc.1 Dâna-dharma (Sáânsc.) — O dever ou a prática da caridade. Dána kriyà (Sânsc.) — Ato de caridade. Dânavas (Sâánsc.) — São quase idênticos aos Daityas; gigantes e demônios, adversá- rios dos deuses do ritualismo. [Gigantes ou demônios descendentes de Danu. Estavam associados aos Daityas. Segundo a Doutrina Secreta (II, 526), os Daityvas e os Dânavas são os titãs, demônios e gigantes que encontramos na Bíblia (Gênese, IV), a descendên- cia dos “Filhos de Deus” e das “Filhas dos homens”. O nome genérico mostra seu pre- tenso caráter e revela, ao mesmo tempo, a intenção oculta dos brâhmanes, uma vez que os primeiros são os Kratu-dwichas (os “inimigos dos sacrifícios”) ou ficções exotéricas. São as “Hostes” que lutaram contra Bribhaspati, representante das religiões exotéricas populares e nacionais, e contra Indra, deus do firmamento ou céu visível.) Dâna-vira (Sâánsc.) — Herói de caridade, Dança -— Na Índia, Caldéia, Egito, Grécia, Roma e outros tantos países, as danças constituíam uma parte importante do culto religioso. A história sagrada menciona David, que dançava nu diante da Arca, e as danças das filhas de Shiloh; são também citadas as danças das À mazonas nos Mistérios, as das pastoras (gopfs) ao redor de Krishna (o deus- Sob), as dos coribantes e dos dáctilos, as danças dionisífacas e calfacas, os saltos dos pro- fetas de Baal etc. Estas danças sagradas são alegóricas e estão relacionadas com as fun- ções da geração, com o movimento dos planetas ao redor do Sol etc. Também são conhe- cidas as danças que, ao som de uma flauta, são executadas pelos derviches nos países maometanos, as quais, por sua rapidez quase incrível, produzem um estado vertiginoso, de entusiasmo divino, segundo se pretende, durante o qual o dançarino, algumas vezes, pronuncia oráculos. (VerCírculo.) Danda (Sânsc.) — Vara, bastão, cetro. Danda-dhara (Sânsc.) — “Que porta uma vara”, Epíteto de Yama, deus da morte. Dangma (Sánsc.) — No esoterismo, é uma Alma purificada. Um Iniciado e Vidente, aquele que alcançou a sabedoria plena. Dánta (Sánsc.) — Disciplinado, subjugado, refreado; aquele que dominou seus senti- dos ou paixões. Danu (Sânsc.) — Esposa de Kazyapa e mãe dos Dânavas. 132