Glossário Teosófico
Edelphus
Aquele que adivinha através dos elementos do ar, da terra, da água e do fogo, (F. Hartmann) Éden (Hebr.) — “Delícia”, prazer. No Gênese é o “Jardim das Delícias”, costruído por Deus; na Cabala, o “Jardim de Delícias” é um lugar de Iniciação nos Mistérios, Os orientalistas identificam o Eden com um lugar que estava situado na Babilônia, na região de Karduniyas, também chamado de Gan-dunu, que é quase idêntico ao Gan-eden dos judeus. (Ver as obras de Sir H. Rawlinson e G, Smith.) Tal região era regada por quatro rios: Eufrates, Tigris, Surappi e Ukni. Os dois primeiros foram adotados sem qualquer alteração pelos judeus; os dois últimos foram provavelmente transformados em “Gihon e Pison”, para ter algo de original. O que vem a seguir são algumas das razões, dadas pelos assiriólogos, para a identificação do Éden, As cidades da Babilônia, Larancha e Sippara, foram fundadas antes do Dilúvio, segundo a cronologia dos judeus, “Surippak era a ci- dade da arca; a montanha oriental do Tigris era o local de permanência da arca; a Babilô- nia era o local da Torre e Ur, dos caldeus, era o local do nascimento de Abraão.” E como Abraão, “primeiro caudilho da raça hebraica”, emigrou de Ur para Harrán, na Síria, e dali para a Palestina, os mais reputados assiriólogos acham que isso é uma prova de “muita evidência a favor da hipótese de que a Caldéia era o ponto de origem daquelas histórias (da Bíblia), e que os judeus receberam primitivamente dos babilônios”. Edom (flebr.) — Reis edomitas. Um mistério profundamente escondido deve ser descoberto na alegoria dos sete Reis de Edom, “que reinaram na terra de Edom, antes que ali reinasse qualquer rei sobre os filhos de Israel”. (Gênese, XXXVI, 31). À Cabala ensina que esto reino era “de forças desequilibradas” e necessariamente de caráter instá- vel, O mundo de Israel é uma imagem da condição dos mundos que passaram a existir subseqiientemente ao período posterior ao do estabelecimento do equilibrio, (W. W. W.) Por outro lado, a filosofia esotérica oriental ensina que os sete Reis de Edom não são imagem de mundos fenecidos ou de forças em desequilíbrio, mas símbolo das sete Raças- mães humanas, quatro das quais desapareceram, a quinta está passando e duas ainda es- tão por vir. Embora expressa na linguagem de véus esotéricos, a indicação que há no Apocalipse de São João é bastante clara, quando, no cap. XVII, 10, diz: “E são sete Reis; os cinco caíram e um (o quinto, ainda) é e o outro (a sexta Raça-mãe) ainda não veio...” Se todos os sete Reis de Edom tivessem perecido como mundos de “forças não-equili- bradas”, como poderia o quinto existir ainda e o outro ou outros “não terem chegado ainda”? Na Cabala sem Véu, lemos à p. 48: “Os sete Reis morreram e suas possessões foram desbaratadas”, e uma nota ao pé da página reafirma tal observação, dizendo: “Estes sete Reis são os Reis edomitas”", Edris ou LIdris (Ár.) — Significa “o Sábio”, Epíteto que os árabes aplicam a Enoch. Éfeso (Gr.) — Cidade famosa por seu Grande Colégio de Metafísica, onde o Ocul- tismo (Gnosis) e a filosofia platônica eram ensinados nos dias do apóstolo São Paulo. 160