Glossário Teosófico
Kadmos ou Kasmilos
Ver Kabires. Kadosh (fHebr.) — Escreve-se também Kodesh. Consagrado, santo. Alguma coisa separada para o culto do Templo. [Lugar santo ou de santidade.) Porém, entre o signifi- cado etimológico desta palavra é o subsequente significado em sua aplicação aos Kade- shim (os “sacerdotes” separados para certos ritos do Templo) há um abismo, As palavras Kadosh e Kadeshim figuram em 1! Reis antes como um título ignominioso, visto que os Kadeshuth da Bíblia eram idênticos, em seus ofícios e deveres, às jovens bailarinas de al- guns templos da Índia. Eram os galli, os sacerdotes eunucos dos ritos obscenos de Vênus Astarté, que viviam “junto à casa do Senhor”, É muito curioso que os termos Kadosh e outros tenham sido adotados e utilizados por vários graus da Maçonaria. Kadrú (Sânsc.) — Esposa de Kazyapa, “a serpente de muitas cabeças”. Dela saiu uma raça de nâôgas destinadas a povoar o Pátála (que sem dúvida alguma é a América). (Doutrina Secreta, [I, 141, 6004) Kadush (fHebr.)—- O Sol, Kadvada (Sánsc.) -- “Que fala mal”, Pessoa de ínfima classe, de educação escassa, de pouco valor, Kaib (Alg.) - É o leite coalhado, azedo, Kailãsa (Kailasa) (Sânsc.) — Em metafísica, “céu”, a mansão dos deuses; geografi- camente, uma cadeia de montanhas no Himalaia, ao norte do lago Mansaravára, também chamado Mânasa. [Tal montanha é habitada por Kuvera e Shiva, É também designada pelos nomes de Gana-parvata e Rajatâdri, “montanha de prata”,] Kailem (Hebr.) — Literalmente, “vasos ou veículos”; os vasos para a fonte das Águas de Vida, Este termo aplica-se aos dez Sephiroth, considerados como os núcleos primitivos de todas as Forças do Kosmos. Alguns cabalistas acreditam que eles se mani- festam no Universo através de vinte e dois condutos, representados pelas vinte e duas letras do alfabeto hebraico, compondo assim, com os dez Sephiroth, trinta e dois sendei- ros de sabedoria, (W. W, W) Kaimurath ou Kaimarath (Per.) — O último da raça dos reis pré-humanos, É idêntico a Adão Kadmon, Um fabuloso herói persa, Kaivalya (Sânsc.) — Unidade, isolamento, independência, libertação, emancipação, bem-aventurança final. Resultado final da prática do Yoga de Patafijali, que consiste no isolamento do Purucha (Espírito) e sua libertação ou emancipação da Prakriti (Matéria), alcançando o yogi o estado de Unidade e vendo Deus manifestado em si mesmo. Eis aqui a definição de Patafijali: “Kaívalya é a resolução inversa das qualidades (gunas), carentes já de motivo para atuar em proveito do Eu (Purucha) ou, em outros termos, é o poder do Eu concentrado em si mesmo”, (Aforismos, IV, 34.) 273