Glossário Teosófico

Kâmadhátu (Sânsc)

Por outro nome, Kâmávachara, uma região que inclui o Kâmaloka. Segundo as idéias exotéricas, é a primeira das três regiões, trailokyas ou trilokyas (aplicadas também aos seres celestiais), ou sete planos ou graus, cada um dos quais representado por uma das três principais características, a saber: Kâáma, rápa € arúpa, ou sejam, as de desejo, forma e carência de forma. O primeiro dos trailokyas, chamado Kámadhâtu, é composto da terra e dos seis devalokas inferiores, sendo preciso notar que depois da terra vem o Kâmaioka (ver estas palavras), Todos estes, tomados em conjunto, constituem os sete graus do mundo material de forma e satisfação sensual. O segundo dos trailokyas é denominado de ráúpadhâátu ou “forma material” e é igual- mente composto de sete lokas (ou localidades), O terceiro é arfipadhátu ou “lokas ima- teriais”, Contudo a palavra “localidade” é imprópria para traduzir a palavra dhâátu, que não significa de maneira nenhuma “lugar”, em nenhuma de suas acepções especiais, As- sim, por exemplo, arfipadhâtu € um mundo puramente subjetivo, antes um “estado” do que um lugar. Porém, como nas línguas ocidentais não há termos metafísicos adequados para expressar certas idéias, tudo o que podemos fazer é indicar a dificuldade, Kâma-dhenu (Sânsc.) — À vaca que satisfaz os desejos. É designada também pelo nome de Kâma-duh (ver),

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