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APRESENTAÇÃO AO VOLUME II DOS ESCRITOS COMPILADOS DE H. P. BLAVATSKY
[Introdução] [Como usar a coleção] [Volumes] [Textos Traduzidos] [Boris de Zirkoff] [Linha do tempo] [Resenhas e Comentários] Com o Volume II dos Escritos Compilados de H. P. Blavatsky, damos sequência à publicação em português da monumental obra de H. P. Blavatsky reunida nesta série. Os Escritos C

[Introdução] [Como usar a coleção] [Volumes] [Textos Traduzidos] [Boris de Zirkoff] [Linha do tempo] [Resenhas e Comentários]
Com o Volume II dos Escritos Compilados de H. P. Blavatsky, damos sequência à publicação em português da monumental obra de H. P. Blavatsky reunida nesta série. Os Escritos Compilados de H. P. Blavatsky ocupam 14 Volumes com cerca de 500-600 páginas cada, que na tradução para o português sobe para cerca de 700-800 páginas em média. Além disso, há mais um Volume de Índice Remissivo, perfazendo um total de aproximadamente 10.000 páginas no original. Os artigos compilados podem ser estimados em aproximadamente mil, escritos originalmente em inglês, francês, russo e italiano. O Volume II cobre o período de 1879 a 1880, e contém cerca de 113 artigos, comentários etc. da pena de H. P. Blavatsky. Neste período os fundadores da Sociedade Teosófica se transferem para a Índia, chegando em Bombaim em 16 de fevereiro de 1879. Muitos contatos foram feitos com expoentes locais das religiões orientais, bem como com ingleses que residiam na Índia, a exemplo de A. P. Sinnett, que era na época editor do importante jornal The Pioneer. Iniciam-se também as muitas viagens pela Índia, Ceilão e outros países. Em outubro do primeiro ano dos fundadores na Índia foi criada a revista The Theosophist, que circula até hoje. Em 18 de outubro de 1880, A. P. Sinnett recebe em Simla sua primeira carta do Mestre Koot Hoomi (K. H.). O trabalho da Sociedade Teosófica na Índia foi iniciado em Bombaim, três anos depois, porém, a sede foi transferida para Adyar, Madras (hoje Chennai), onde ela se encontra até hoje. Os artigos e textos do período coberto pelo presente Volume II se passam quando a sede ainda era em Bombaim. Entre os muitos artigos do presente volume estão: O que é Teosofia?, A Teoria dos Ciclos, O Número Sete e A Antiguidade dos Vedas. O volume contém também histórias da pena do Mestre Hillarion Smerdis ou que foram escritas por H. P. B. em colaboração com ele, entre as quais O Violino com Alma e O Irmão Silencioso. O extenso texto, Uma Terra Misteriosa, publicado no The Theosophist em quatro fascículos, entre março e agosto de 1880, é uma exploração das antigas civilizações das Américas, focando principalmente nas ruínas enigmáticas encontradas em locais como Peru, México e América Central. Blavatsky contrasta essas civilizações com as antigas culturas do Velho Mundo, como Egito e Índia, destacando as similaridades arquitetônicas e culturais. Ela sugere que essas civilizações compartilham uma origem comum, possivelmente vinculada a um continente perdido, como a Atlântida descrita por Platão. Este Volume também contém um interessante comentário de H. P. B. sobre a nomeação, por Dom João VI, de Santo Antônio como tenente-coronel do exército no Brasil, com direito inclusive a soldo, pago à instituição religiosa por um período de cem anos._______________
COMENTÁRIOS DE ALGUNS TEXTOS SELECIONADOS DO VOLUME II DOS ESCRITOS COMPILADOS DE H. P. BLAVATSKY
O Volume II dos Escritos Compilados de H. P. Blavatsky cobre o período de 1879 a 1880, fase em que a sede da Sociedade Teosófica ainda estava em Bombaim, logo após sua transferência para a Índia. Durante esse tempo, Blavatsky intensificou sua produção de artigos e ensaios, consolidando temas centrais do pensamento teosófico e dialogando com correntes culturais, espirituais e políticas do Oriente e do Ocidente. Os principais temas abordados nesse volume incluem:- Definição e Expansão da Teosofia O que é Teosofia?eO que são os Teosofistas? são artigos fundamentais que visam esclarecer a doutrina, seus objetivos e combater mal-entendidos e críticas. HPB frequentemente responde a acusações ou incompreensões sobre o movimento, especialmente no contexto indiano e ocidental.
- Filosofia Esotérica e Ciclos Cósmicos Textos como “A Teoria dos Ciclos”, “O Número Sete” e “O Número Sete e Nossa Sociedade” exploram os princípios da ordem cósmica, a recorrência dos ciclos e sua influência em civilizações e na vida espiritual.
- Religiões Comparadas e Tradições Orientais Estudos sobre o Hinduísmo, Budismo e Zoroastrismo; destaque para textos como: “A Antiguidade dos Vedas”, “Zoroastrianismo Persa e Vandalismo Russo”, “Exegese Budista”. Defesa da sabedoria ancestral do Oriente frente ao materialismo ocidental.
- Crítica ao Espiritismo e ao dogmatismo religioso
Blavatsky critica o espiritismo ocidental por sua superficialidade e falta de compreensão das leis ocultas. Condena o dogmatismo das igrejas, tanto cristãs quanto hindus, e promove uma visão universalista e esotérica da religião.
- Magia, Ocultismo e Fenômenos Psíquicos Reflexões sobre magia branca e negra, hipnotismo, mesmerismo, obsessão espiritual, fenômenos mediúnicos e ocultos como no artigo “A Arte Cristã da Guerra” e “Arremesso de Pedras por Espíritos”. Textos comoMagia,A Cadeia Magnética, Fenômenos Ocultos e Um Caso de Obsessão abordam essas temáticas com profundidade.
- O simbolismo dos números e dos ciclos
Textos como O Número Sete e A Teoria dos Ciclos exploram a importância esotérica e simbólica dos números na cosmologia oculta.
- Civilizações Antigas A série “Uma Terra Misteriosa” investiga culturas pré-colombianas das Américas (Peru, México, América Central) sob a ótica esotérica, com ênfase em arquitetura sagrada, símbolos e mistérios não resolvidos.
- Críticas à Religião e à Ciência Dogmática Questionamentos à infalibilidade das escrituras, crítica ao protestantismo e à ortodoxia científica, como no ensaio “O Pralaya da Ciência Moderna”.
- Histórias ocultistas e instruções esotéricas
Contos como O Violino com Alma e O Irmão Silencioso, escritos possivelmente com o Mestre Hillarion Smerdis, ilustram ensinamentos ocultistas em forma literária.
O volume também contém comentários sobre Uma Terra Misteriosa, sobre civilizações antigas das Américas e sua relação com Atlântida.
- Atuação Pública e Interações com a Imprensa Diálogos e polêmicas com jornalistas e intelectuais da Índia e do Ocidente, mostrando o engajamento de Blavatsky com os debates públicos do seu tempo.
- Sociedade Teosófica: história e atividades
Relatos das viagens de Blavatsky e Olcott pela Índia, Ceilão, e contatos com líderes religiosos locais. Detalhes sobre a fundação e os primeiros exemplares de The Theosophist. Reflexões sobre o papel dos Mahatmas, especialmente com a menção da primeira carta recebida por A. P. Sinnett do Mestre K.H., em outubro de 1880.
- Crítica à ciência moderna
Questionamentos sobre os limites da ciência materialista, como em O Pralaya da Ciência Moderna.
Esses temas refletem o esforço de Blavatsky em construir pontes entre as tradições espirituais do Oriente e do Ocidente, resgatar a sabedoria esotérica universal e apontar os enganos da ciência e religião dogmáticas. O Volume II é uma amostra vívida da riqueza e abrangência do pensamento de Blavatsky.
Este volume é um marco da integração do Ocidente com as tradições espirituais do Oriente e da tentativa de restabelecer uma Sabedoria Universal por meio do renascimento da Teosofia. Ele combina defesa filosófica, polêmica pública, instrução espiritual e exploração histórica em uma ampla tapeçaria de escritos.
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- Sinopse do texto “O Que é Teosofia?” – H. P. Blavatsky – p. 85 (The Theosophist, vol. I, nº 1, outubro de 1879, pp. 2–5)
Neste artigo inaugural da revista The Theosophist, Helena Blavatsky responde à pergunta “O que é Teosofia?”, combatendo os equívocos amplamente difundidos sobre o termo e oferecendo uma visão abrangente de sua origem, natureza e propósito.
Blavatsky começa com a etimologia da palavra "Teosofia" – do grego theos (deus) e sophia (sabedoria) – e critica as definições superficiais encontradas nos dicionários, que vinculam a Teosofia a práticas teúrgicas ou alquímicas sem compreender seu verdadeiro alcance filosófico e espiritual. ["Teúrgica" refere-se a algo relacionado com a teurgia, uma prática religiosa antiga que busca o contato com seres divinos e a obtenção de ajuda deles através de ritos e práticas].
Ela destaca que a Teosofia não é uma invenção moderna, mas a Religião-Sabedoria arcaica, uma tradição esotérica universal que floresceu em todas as grandes civilizações. Refere-se a Amônio Sacas, fundador da Escola Neoplatônica, como um dos restauradores desse sistema e mostra como sua proposta era reconciliar todas as religiões e filosofias sob uma verdade única e impessoal, acessível pela intuição espiritual e pela investigação filosófica.
A Teosofia é, segundo Blavatsky, uma doutrina que reconhece:
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- A existência de uma Essência Suprema, incognoscível e sem forma;
- A alma humana como uma emanação dessa Essência;
- A possibilidade de união entre o humano e o divino por meio da purificação moral e da contemplação.
Ela explica que esse saber espiritual sempre existiu: desde os hierofantes egípcios, rishis da Índia e filósofos gregos, até os rosacruzes e místicos modernos. Todos esses buscavam a gnose – o conhecimento direto do divino – e compartilhavam noções como a reencarnação, a evolução espiritual e a unidade de todas as almas com a Alma Universal.
Blavatsky também diferencia a Teosofia da religião institucionalizada e do espiritismo moderno. Embora respeite os espíritas, critica seu foco nos fenômenos e defende que a Teosofia oferece uma explicação filosófica mais ampla, com raízes nas tradições iniciáticas do mundo antigo. Ela conclui com uma adver