Newton tornou-se um dos originais "formadores" da Sociedade Teosófica, em 1875 e foi seu tesoureiro nos primeiros anos. Ele estava diretamente envolvido, juntamente com o coronel Olcott, na organização para a primeira cremação científica na América, quando, em 6 de dezembro de 1876, o corpo do barão de Palm foi cremado em Washington, Penna. Ele tinha sido o executor do testamento do barão, e o acontecimento recebeu publicidade nacional, descrito de forma curiosa pelo coronel Olcott no Vol. I de seu Old Diary Leaves (Folhas de Um Velho Diário).
HENRY JOTHAM NEWTON. Fabricante e inventor americano, n. em Hartleton, Pa., em 9 de fevereiro de 1823; m. em Nova York, em 23 de dezembro de 1895; filho mais novo do Dr. Jotham e Harriet (Wood) Newton, ambos originários de Connecticut. Quando o pai, um jovem médico promissor, morreu um ano após o nascimento do filho, a mãe voltou para a casa do pai em Somers, Conn. Henry foi enviado para a escola lá e depois terminou os estudos no Instituto Literário, de Suffield. Ele foi então aprendiz por quatro anos na Whittlesey Brothers, pianistas de Salem, Conn. Seu progresso foi tão rápido que em três anos ele se tornou sócio da empresa. Cinco anos depois, em 1849, ele foi para Nova York, onde se associou a Ferdinand Lighte do ramo de pianos. Em mais uma associação com os Irmãos Bradbury, a empresa logo obteve um lugar de liderança no comércio. Em 1858 Newton se aposentou com um bom capital, que ele investiu tão criteriosamente em imóveis de Nova York que morreu milionário. Livre cedo para dedicar o resto da vida a seus vários hobbies, cujo principal era a fotografia, ele trabalhou sob a orientação de Charles A. Seely, editor do American Journal of Photography; ele equipou um laboratório em sua própria casa e se envolveu em inúmeros experimentos. Tornou-se conhecido como “o pai do processo de chapa seca”, e foi pioneiro na preparação de papel sensibilizado pronto e na produção do processo de papel de parafina. Por muito tempo ele foi Tesoureiro da Sociedade Americana de Fotografia, e depois de 1867, Presidente da Seção de Fotografia do Instituto Americano da Cidade de Nova York.
Um interesse científico pela fotografia espiritual levou Newton ao estudo do espiritismo; ele expôs vários médiuns fraudulentos, incluindo a famosa Etta Roberts, com os aparelhos e testes que ele criou. Sua fé nas verdades do espiritismo permaneceu inabalável, no entanto, e nos últimos vinte anos de sua vida foi presidente da Primeira Sociedade de Espíritas em Nova York.
Newton tornou-se um dos originais “formadores” da Sociedade Teosófica, em 1875 e foi seu tesoureiro nos primeiros anos. Ele estava diretamente envolvido, juntamente com o coronel Olcott, na organização para a primeira cremação científica na América, quando, em 6 de dezembro de 1876, o corpo do barão de Palm foi cremado em Washington, Penna. Ele tinha sido o executor do testamento do barão, e o acontecimento recebeu publicidade nacional, descrito de forma curiosa pelo coronel Olcott no Vol. I de seu Old Diary Leaves(Folhas de Um Velho Diário) . Newton, no entanto, não aceitou a explicação de H.P.B. sobre os fenômenos espíritas, e ficou muito perturbado com o que leu em Isis Unveiled. Mais tarde, ele se demitiu da S.T. com considerável amargura.
A esposa de Newton, Mary A. Gates, de Wetherfield, Conn., com quem se casou em 1850, era uma musicista talentosa e compartilhava as opiniões e interesses pouco ortodoxos do marido. Eles tinham duas filhas. Newton foi atropelado e morto por um carro em uma hora de rush à noite enquanto atravessava a Broadway entre as ruas 22 e 23, então “o lugar mais perigoso de Nova York”. Na opinião do coronel Olcott (Theos., XIV, nov., 1892, p. 72), Newton era “um homem de coragem moral destemida, tenaz de suas opiniões, tendo sido por muitos anos um espírita fiel, retirou-se de nossa Sociedade quando descobriu que nem o Sr. Felt nem H.P.B. iriam mostrar-lhe um adepto ou um elemental . . .”.
_______________________
Tradução: Marly Winckler
FONTE: Escritos Compilados de H. P. Blavatsky, Volume I – disponível na Amazon








