O primeiro contato entre Stainton Moses e o coronel Olcott ocorreu em abril de 1875, quando ele escreveu ao coronel sobre seu livro publicado recentemente. Uma amizade íntima se desenvolveu, não só com o coronel, mas com H.P.B. por quem Moses tinha muita consideração. Um relato mais completo desta associação pode ser encontrado em Old Diary Leaves (Folhas de Um Velho Diário) de H. S. Olcott, I, 60, 300-329, onde muitos fatos altamente interessantes são trazidos à tona.
WILLIAM STAINTON MOSES. Clérigo e médium inglês, n. em Donington, Lincolnshire, em 5 de novembro de 1839; m. em 1892. Conhecido por muitos anos pelos espíritas de todo o mundo sob o pseudônimo de “M.A., Oxon”. Seu pai era diretor da Escola de Gramática em sua cidade natal. Recebeu vários prêmios naBedford Grammar School, onde ele entrou aos dezesseis anos. Matriculou-se no Exeter College, Oxford, em 1858, fazendo uma terceira aula em Moderações Clássicas em 1860. Pouco antes de seu último exame teve problemas de saúde e foi obrigado a ir para o exterior por um ano, visitando entre outros lugares Monte Atos. Tendo voltado os pensamentos para o sacerdócio, ele foi ordenado, e de 1863 a 1870 atuou como cura, primeiro na Isle of Man e mais tarde no Oeste da Inglaterra. No final deste período, sua saúde novamente falhou, e uma infecção na garganta o fez desistir do trabalho paroquial. Em 1870 ele foi para Londres e foi morar com os amigos, Dr. e Sra. Stanhope Speer, trabalhando como tutor de seu jovem filho. No ano seguinte, ele conseguiu um emprego para ensinar inglês na University College School, que ele manteve até 1889, quando problemas de saúde o forçaram a se aposentar. Em seus últimos anos sofreu depressão extrema e prostração nervosa, além de dores neurais severas. A causa imediata de sua morte foi a doença de Bright. Em suas diversas funções, ele cumpriu seus deveres de forma eficiente e consciente, e manteve o respeito e a consideração calorosa daqueles com quem entrou em contato.
Em 1872 Stainton Moses entrou em contato com o espiritismo através da leitura do livro de R. Dale Owen, The Debatable Land (A Terra Discutível). Ele visitou vários médiuns, sentou-se em muitos círculos privados, e logo desenvolveu fortes poderes mediúnicos próprios, que se manifestaram primeiro em fenômenos físicos e depois na escrita automática. Ele rapidamente chegou à frente do movimento espírita, participou da fundação da Associação Nacional Britânica de Espíritas, serviu no Conselho da Sociedade de Psicologia, e, até 1886, na Sociedade para Pesquisas Psíquicas, quando se demitiu daquele órgão por causa da atitude da Sociedade em relação a Eglinton e outros médiuns públicos. De 1884 até sua morte, ele também foi presidente da Aliança Espiritual de Londres. Ele também atuou por muitos anos como editor da revista Light.
Conquanto Stainton Moses tenha sido um expoente de quase todas as várias fases da mediunidade, ele é mais conhecido pelos trechos de escritos automáticos, os quais foram publicados sob o título de Spirit Teachings(Ensinamentos de Espíritos, Londres: The Psychological Press Ass’n, 1883; e também “Memorial Edition”, Londres, 1894). Eles começaram em março de 1872, e continuaram por cerca de dez anos. Os ensinamentos oferecidos no volume publicado emanavam supostamente de uma entidade que se autodenominava + Imperator e oferecia orações de um tipo bastante nobre e em linguagem fluida.
Outras obras de Stainton Moses são: Psychografia, Londres, 1878; Spirit Identity (Identidade Espiritual, 1879; e The Higher Aspects of Spiritualism (Aspectos Superiores do Espiritismo,1880).
O primeiro contato entre Stainton Moses e o coronel Olcott ocorreu em abril de 1875, quando ele escreveu ao coronel sobre seu livro publicado recentemente. Uma amizade íntima se desenvolveu, não só com o coronel, mas com H.P.B. por quem Moses tinha muita consideração. Um relato mais completo desta associação pode ser encontrado em Old Diary Leaves (Folhas de Um Velho Diário) de H. S. Olcott, I, 60, 300-329, onde muitosfatos altamente interessantes são trazidos à tona. Os estudantes também devem consultar The Mahatma Letters to A. P. Sinnett (Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett), para várias passagens em que a identidade dos “controles” de Moses é sugerida.
Pelo que o coronel Olcott diz, parece que uma troca bastante animada de correspondência continuou por vários anos entre Moses e os Fundadores. Embora as próprias cartas de Moses estejam nos Arquivos Adyar, as cartas do coronel e do H.P.B. nunca foram localizadas, apesar ou considerável busca ter sido feita nos arquivos de bibliotecas espíritas de Londres, onde os papéis de Stainton Moses estão depositados.
Fontes: Dictionary of National Biography (Dicionário Nacional de Biografias); “Records of PrivateSéances” (Registros de Sessões Privadas), Light , 1892, 1893; “The Experiences of W. Stainton Moses” (As Experiências de W. Stainton Moses), de W. H. Myers, em Proceedings, S.P.R., Vols. IX e X; Podmore, Modern Spiritualism.
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Tradução: Marly Winckler
FONTE: Escritos Compilados de H. P. Blavatsky, Volume I – disponível na Amazon








