O general Lippitt se interessava muito pelo espiritismo, e tornou-se amigo íntimo do coronel Henry S. Olcott e de H.P. Blavatsky nos primeiros dias da Sociedade Teosófica nos E.U.A. Estranhamente, ele não se refere a esta associação em suas Reminiscências (Providence, R.I.; Preston e Rounds Co., 1902) escritas "para sua família, seus parentes próximos e amigos íntimos". Em 1888, o gen. Lippitt publicou um panfleto com o título de Provas Físicas de Outras Vidas.

LIPPITT, GENERAL FRANCIS J. Nascido em Providence, R.I., em 19 de julho de 1812; m. em 1902. Filho de Joseph F., e Caroline S. Lippitt. Graduado em1830. Capitão do 1o Batalhão de Voluntários de N.Y. na Guerra do México; serviu na Guerra Civil como coronel do 2o Batalhão de Infantaria da Calif. e recebeu brevet de brigadeiro-general, dos Voluntários dos E.U.A. Casa-se em 25 de setembro de 1865, com a Sra. Pickering Dodge. Advogado do Dept. de Justiça dos E.U.A., 1877-82. Foi convidado de Lafayette em La Grange, 1832, e presente em seu enterro, em 1834. Ajudou Toqueville na preparação de La Démocratie aux États-Unis, 1834. Parte da Delegação Diplomática Americana em Paris, 1834-35. Membro da Convenção Constitucional do Estado, Calif., 1894. Professor na Escola de Direito da Boston Univ., 1873-74, e na Faculdade de Guerra Naval, Newport, 1896, 1897, 1900. Autor de diversas obras militares, tratados de direito e composições musicais.

O general Lippitt se interessava muito pelo espiritismo, e tornou-se amigo íntimo do coronel Henry S. Olcott e de H.P. Blavatsky nos primeiros dias da Sociedade Teosófica nos E.U.A. Estranhamente, ele não se refere a esta associação em suas Reminiscências (Providence, R.I.; Preston e Rounds Co., 1902) escritas “para sua família, seus parentes próximos e amigos íntimos”. Em 1888, o gen. Lippitt publicou um panfleto com o título de Provas Físicas de Outras Vidas. Poucos anos antes, um abastado espírita, Henry Seybert, faleceu na Filadélfia, Pa., deixando uma considerável soma de dinheiro no testamento para a Universidade, com a condição de que fosse formado um comitê de cientistas respeitáveis e imparciais para investigar os fenômenosmediúnicos e produzir relatórios a respeito. O encargo foi aceito, o comitê formado e o relatório publicado no devido tempo. Foi muito insatisfatório. Milhares de homens inteligentes e mulheres poderiam ter feito o trabalho, e feito o que este comitê não fez – apresentando os fatos da mediunidade como eles são. Entre uma série de protestos indignados apareceu o panfleto do general Lippitt, competente, conclusivo e contundente. Nas palavras do coronel Olcott: “O general Lippitt é um homem gentil tido em alta estima em toda a América por seu caráter irrepreensível e excelente cultura, bem como por sua corajosa sustentação de suas convicções. O presente panfleto, que abarca uma série de cartas à Comissão de Seybert, incorporando narrativas de testes pessoais e experiências altamente interessantes dos fenômenos, é digno de sua reputação literária, e mostra o quão diferente poderia ter sido o relatório se os membros da comissão tivessem tanto cuidado para chegar à verdade do espiritismo quanto para boicotá-lo. (The Theosophist, Vol. X, nov. 1888, p. 132.)

Uma série de cartas escritas por H.P.B. para o gen. Lippitt durante o período de março a julho de 1875, encontra-se nos Arquivos Adyar. Presumivelmente, o gen. Lippitt as devolveu ao coronel Olcott após a morte de H.P.B. Elas foram publicadas na série conhecida como H.P.B. Speaks, Vols. I e II (Adyar: Theos. Publ. House, 1950 e 1951). Durante esse período, H.P.B. residia na Filadélfia, e as cartas contêm informações muito interessantes sobre suas opiniões sobre os médiuns da época e o caráter do Espiritismo.

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Tradução: Marly Winckler

FONTE: Escritos Compilados de H. P. Blavatsky, Volume I – disponível na Amazon