Robert Owen estabeleceu uma comunidade em New Harmony, Ind., como um experimento de reforma social. Robert Dale ocupou-se ensinado e editando a New Harmony Gazette. Depois que o experimento falhou, na primavera de 1827, ele se interessou por outro empreendimento semelhante, a comunidade Nashoba (perto de Memphis, Tenn.) fundada por Frances Wright e dedicada à emancipação gradual dos escravos.

Estadista, reformador social e autor, n. em Glasgow, Escócia, em 9 de novembro de 1801; m. em sua cada de verão em Lake George, N. Y., em 24 de junho de 1877. Filho mais velho de Robert Owen e Ann Caroline Dale. A mãe era filha de David Owe proprietário de moinhos de algodão em New Lanark, onde Robert Owen começou a colocar em prática sua teoria de reforma social. Robert Dale Owen passou quase toda a vida nos E.U.A. e foi moldada pela influência de seu pai. Possuía muito do dom de seu pai em termos de pensamento original e liberal em questões sociais, ele acrescentou a ele uma praticidade e paciência própria. Foi instruído na escola de New Lanark e por tutores particulares até os dezoito anos, quando por quatro anos ele frequentou a instituição progressista
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* Herald Tribune de Nova York, 18 de fevereiro de 1962.
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de Philipp Emanuel von Fellenberg, na Suíça Hofwyl, onde suas crenças na virtude humana e no progresso social foram fortalecidas. Ao retornar à comunidade de algodão de seu pai, ele assumiu o comando da escola e gerenciou as fábricas na ausência de seu pai. Foi para os E.U.A. com seu pai, em novembro de 1825, onde Robert Owen estabeleceu uma comunidade em New Harmony, Ind., como um experimento de reforma social. Robert Dale ocupou-se ensinado e editando a New Harmony Gazette. Depois que o experimento falhou, na primavera de 1827, ele se interessou por outro empreendimento semelhante, a comunidade Nashoba (perto de Memphis, Tenn.) fundada por Frances Wright e dedicada à emancipação gradual dos escravos. Ele foi para a Europa com ela, encontrando uma série de personalidades proeminentes. De volta aos EUA, ele se envolveu, por cerca de dois anos, no trabalho dos “Free Enquirers” (Livres Indagadores), um grupo contrário à religião organizada e que defendia leis liberais de divórcio, educação industrial e uma distribuição mais igualitária da riqueza. Em junho de 1829, mudou-se para Nova York e dedicou grande parte de seu tempo à edição do FreeEnquirer; participou ativamente de várias reformas sociais e industriais, alcançando algum sucesso, bem como muitos obstáculos. O trabalho que ele fez em Nova York, promovendo palestras, centros educacionais e de saúde, e publicações de livre pensamento, correspondia intimamente às atividades de seu pai, a quem ele se juntou na Inglaterra em 1832. Por algum tempo, pai e filho foram coeditores de The Crisis, mas Robert Dale logo retornou a New Harmony e começou um ciclo diferente em sua vida variegada. Ele foi eleito para três mandatos na legislatura de Indiana (1836-38) e para o Congresso em 1842 como democrata, servindo dois termos (1843-47), mas foi derrotado em um terceiro. Em 1845, ele introduziu o projeto de lei que instituiu a Instituição Smithsonian e insistiu em que o trabalho da Instituição deveria incluir a disseminação popular do conhecimento como bem como da pesquisa. Em 1853, o presidente Pierce nomeou Robert Dale Owen chargé d ‘affaire em Nápoles, e dois anos depois o tornou ministro. Foi na Itália que Owen se interessou seriamente pelo espiritismo, publicando mais tarde dois trabalhos sobre este assunto: Footfalls on the Boundary of Another World (1860), e The Debatable Land between This World and the Next (1872).

Quando Owen voltou para a América em 1858, se tornou um dos defensores da emancipação. Sua carta ao presidente, datada de 17 de setembro de 1862, publicada com cartas a Chase e Stanton em um panfleto, The Policy of Emancipation (A Política da Emancipação, 1863), foi creditada pelo Secretário Chase como tendo “tido mais influência sobre ele
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[Lincoln] do que qualquer outro documento que chegou a ele sobre o tema”. Em 1863, Owen foi nomeado presidente de um Comitê para investigar as condições do homem livre, dos quais o estudo resultou em seu livro, The Wrong of Slavery (O Erro da Escravidão. 1864), um tratamento profundo de todo o problema. Owen se opôs ao imediato de voto aos negros, defendendo um plano pelo qual o sufrágio deve ser concedido aos homens livres após um período de dez anos.
Além das obras já mencionadas, Owen foi o autor de: Pocahontas: A Historical Drama (1837); Beyond the Breakers (1870), um romance; e muitos panfletos sobre questões de interesse público. Entre 1873-75, ele contribuiu com uma série de artigos autobiográficos para o Atlantic Monthly. O primeiro deles (jan.-nov., 1873), cobrindo seus primeiros vinte e sete anos, foram publicados em livro com o título, Threading My Way (1874).
Owen foi casado duas vezes: em 12 de abril de 1832, com Mary Jane Robinson, que faleceu em 1871; e em 23 de junho de 1876, com Lottie Walton Kellogg.
(Fontes: Esboços autobiográficos, mencionados acima; G.B. Lockwood, The New Harmony Movement(1905); F. Podmore, Robert. A Biogr. (2 vols., 1906); L. M. Sears, “Robert Dale Owen as a Mystic”, Ind. Mag. de Hist., março de 1928).
Tradução: Marly Winckler
FONTE: Escritos Compilados de H. P. Blavatsky, Volume I – disponível na Amazon








