“Chetanã (Sânsc)
Ver Chetas. Chetas (Sânsc.) — Mente, intelizgência, entendimento, pensamento, consciência, ra- zão, juízo, sensatez. Cheybi (Eg.)— No Antigo Égito, nome utilizado para designar a alma,
Glossário Teosófico
Ver Chetas. Chetas (Sânsc.) — Mente, intelizgência, entendimento, pensamento, consciência, ra- zão, juízo, sensatez. Cheybi (Eg.)— No Antigo Égito, nome utilizado para designar a alma,
Terceira letra de nosso alfabeto, que não tem equivalente em hebraico, exceto o Caph [ou Caf, décima primeira letra do alfabeto hebraico, cujo valor numérico é 201, que representamos através da letra K. [A letra C também não existe no alfabeto sâns- crito e é substituída por K, nos casos em que aquela letra tem som forte, como em Kâã- ma.)
Ver Kaaba ou Kabah. Cabala ou Kabala (Kabalah) (Helr.) — À sabedoria oculta dos rabinos judeus da Idade Média, sabedoria derivada de doutrinas secretas mais antigas relativas à cosmogo- nia e à coisas divinas, que se combinaram para constituir uma teologia, após a época do cativeiro dos judeus na Babilônia. Todas as obras pertencentes à categoria esotérica são denominadas cabalísticas.
Um dos mais antigos livros chineses conhecidos é o / Ching ou Livro das Mutações, Diz-se que foi escrito 2.850 anos antes de Cristo, no dia- leto das raças negras acadias da Mesopotâmia. É um sistema sumamente abstrato de fi- losofia mental e moral, com um esquema de adivinhação e relação universal, As idéias abstratas são expressas por linhas, meias linhas, círculos e pontos. Assim, um círculo re- presenta YIH, o Grande Supremo; uma linha se refere a YIN, a Potência ativa masculi- na; duas meias linhas são YANG, a Potência passiva feminina. K WEI é a alma animal; SHAN, o intelecto; KHIEN, céu ou Pai; KHWAN, terra ou Mãe: KAN ou QUIN é Fi- lho; os números masculinos são ímpares e são representados por círculos brancos, en- quanto os números femininos são pares e representados por círculos negros. Há dois dia- gramas extremamente misteriosos, um deles chamado de “HO ou o rio Map”, e, além disso, associado a um Cavalo; o outro é denominado “A Escritura de LO”; são formados por grupos de círculos brancos e negros, ordenados de maneira cabalística, O texto do li- vro é devido à um rei chamado Wan e o comentário é de seu filho Kan. Admite-se que o texto é anterior a Confúcio. (W, W. W.)
São os corpos astrais dos homens que morreram de morte prematura, isto é, que foram mortos ou se suicidaram antes do término natural de sua vida. Podem ser mais ou menos conscientes ou inteligentes, segundo as circunstân- cias em que viveram e morreram, São as almas penadas dos mortos ligadas à Terra, que andam errantes na esfera de atração terrestre (Kâmaloka) até a chegada do tempo em que deveriam morrer de acordo com a lei natural, quando se verifica a separação de seus princípios superiores e inferiores. Imaginam-se executando atos corporais, como se de fato tivessem corpos físicos, mas atuando apenas em pensamento; porém, para eles, seus corpos parecem tão reais como os nossos. Podem, sob certas condições necessárias, co- municar-se com o homem através do “médium” ou pela própria organização medianími- ca do homem. (F. Hartmann) Cabalista ou Kabalista —- De O B L H, Cabala (ou Qabbalah, como escrevem al- guns), uma tradição oral, não-escrita, O cabalista é o estudante da “ciência secreta”, aquele que interpreta o significado oculto das Escrituras, com a ajuda da Cabala simbóli- ca, € expõe seu verdadeiro significado através desses meios. Os Tabaim foram, entre os Judeus, os primeiros cabalistas; surgiram em Jerusalém no início do séc. III antes da era cristã. Os livros de Ezequiel, Daniel, Enoch e o Apocalipse (ou Revelação) de São João são puramente cabalísticos, Esta doutrina secreta é idêntica àquela dos caldeus e inclui ao mesmo tempo uma grande parte da sabedoria persa ou “magia”. À história colhe alguns vislumbres de cabalistas famosos após o séc, XI, As épocas medievais e também nosso 95
Ver Cabailes, Cabar Zio (Gn.) = “O poderoso Senhor do Esplendor” (Codex Nazaraeus), 08 que procriaram sete vidas bengficas, “que brilham em sua própria forma e luz” para neutrali- zar a influência dos sete *mal-dispostos” astrais ou princípios. Estes são os descendentes dos Karabtanos, personificação da concupiscência e da matéria. Os últimos são os sete planetas físicos; os primeiros são seus gênios ou Regentes.
Em hebraico, Resha Hivra. Epíteto dado a Sephira, o mais ex- celso dos Sephiroth, cujo crânio “destila o orvalho que chamará de novo os mortos à vi- da”. Cabeça de todas as cabeças (Cab.) — Este termo é aplicado ao “Ancião dos An- ciões”, Áteekah D'atteeken, que é o “Oculto do Oculto, o Escondido do Escondido”. Neste crânio da “Cabeça Branca", Resha Hivras, “há diariamente treze mil mirfades de mundos, que sobre ele descansam, que nele se apóiam” (Zohar, III, Idrah Rabbah)... “Naquele Átteekah nada se revela exceto a Cabeça tão-somente, porque é a Cabeça de todas as Cabeças... à Sabedoria no alto, que é a Cabeça, nela está oculta, o Cérebro que está tranquilo e quieto, e ninguém o conhece senão Ele próprio... E esta Sabedoria ocul- ta... O Escondido do Escondido, a Cabeça das Cabeças, uma Cabeça que não é Cabeça, nem ninguém conhece, nem se conhece jamais o que há naquela Cabeça que nem a razão nem a sabedoria podem compreender” (Zohar, III, fl. 288 a). Isso se diz da Divindade, da qual apenas se manifesta a Cabeça, isto é, a Sabedoria que é percebida por todos. Da- quele princípio que É ainda mais elevado nada sequer foi afirmado, exceto que sua reali- dade e sua presença universal são uma necessidade filosófica.
Ver Cabires,
A filosofia oculta considera o cabelo, bem como o pêlo dos animais, como o receptáculo natural e detentor da essência vital, que, freqlientemente, escapa com ou- tras emanações do corpo, Está intimamente relacionado com muitas das funções cere- brais, por exemplo a memória, Entre os antigos israelitas, cortar o cabelo e a barba era sinal de corrupção e “o Senhor disse a Moisés... Eles não deverão pelar sua cabeça” etc. (Lev, XXI, 1-5), A “calvície”, natural ou artificial, era sinal de calamidade, castigo ou dor, como quando Isafas (III, 24) enumera, “em lugar do bem composto cabelo, calvf- cie”, entre os males que ameaçavam cair sobre o povo eleito, E, além disso, “em todas as suas cabeças, calvície, e toda barba será raspada” (idem, XV, 2). Aos Nazarenos (ver) era ordenado que deixassem crescer seu cabelo e barba e não permitissem que uma na- valha neles tocasse. Entre os egípcios e budistas, raspava=-se unicamente o sacerdote ini- ciado ou o asceta, para quem a vida é uma carga penosa, Acreditava-se que o sacerdote egípcio chegara a ser dono de seu corpo e, portanto, sua cabeça era raspada por questão de asseio; contudo, os hierofantes usavam cabelos longos. O budista raspa ainda hoje sua cabeça em sinal de menosprezo à saúde e à vida, Contudo, Buddha, após cortar o cabelo, no início de sua vida mendicante, deixou-o crescer novamente e é sempre representado com o topete do yog. Os brahmanes e os sacerdotes hindus e quase todas as castas ras- pam o resto da cabeça, porém deixam crescer uma longa mecha de cabelo desde o centro do cocuruto, Os ascetas da Índia usam cabelos longos e também fazem o mesmo os beli- cosos sikhs e quase todos os povos mongólicos, Em Bizâncio e Rodes era proibido por lei raspar a barba e, em Esparta, cortar a barba era sinal de escravidão e servidão. Entre os escandinavos, segundo se diz, era considerado um desdouro, uma “marca de infâmia"”, o corte do cabelo, Toda a população da ilha de Ceilão (a cingalesa búdica) usa o cabelo longo. O mesmo fazem os monges e o clero russo, grego, armênio, Jesus e os apóstolos são sempre representados com cabelos longos, porém a moda na cristandade foi mais po= derosa que o Cristianismo, pois as antigas regras eclesiásticas (Constit. Apost., liv. 1, cap, 3) mandavam o clero “usar cabelo e barba longos” (ver Riddle, Antiguidades Eclesiásti- cas). Aos templários era ordenado o uso de barba longa, Sansão usava cabelos longos e a alegoria bíblica ensina que sua saúde e força e mesmo sua própria vida estavam relacio- nadas com o comprimento de seus cabelos, Quando se raspava o pêlo dos gatos, de cada dez casos nove morriam, Um cão, cujo pêlo permanece intacto, vive mais tempo e é mais inteligente do que outro cujo pêlo foi raspado, Muitas pessoas perdem boa parte de sua memória e tornam-se mais débeis à medida que vão perdendo o cabelo. Os yogês têm vi- da proverbialmente dilatada, enquanto os sacerdotes budistas (do Ceilão e outros luga- res) não são, como regra geral, longevos. Os muçulmanos raspam a cabeça, mas, em tro=- ca, deixam crescer a barba; contudo, como deixam a cabeça sempre coberta, o perigo é menor. Cabires (Cabeiri ou Kabiri) (Fen.) — Divindades extremamente veneradas em Te- bas, Lemnos, Frígia, Macedônia e, especialmente, Samotrácia. Eram deuses de mistério e não se permitia a nenhum profano que sequer pronunciasse seus nomes ou deles falasse. Heródoto faz deles deuses do Fogo e indica Vulcano como seu pai, Os Cabires presidiam os Mistérios e seu verdadeiro número jamais foi revelado, pelo fato de seu significado oculto ser muito sagrado. (Ver Kabiri.) Cabletow (Maçon.) — [Literalmente: cabo-remolque.] Termo maçônico utilizado para designar certo objeto utilizado nas Lojas. Sua origem encontra-se no cordão dos as- cetas brâhmanes, cordão esse utilizado também no Tibet para fins mágicos.
É o terceiro grande período evolutivo, a Cadeia que precedeu à terrestre.
É uma série de sete Globos ou mundos, que formam o campo de evolução durante o ciclo planetário ou Manvantara, Os três primeiros destes Globos — 97
É o quarto grande período evolutivo, a cadeia que seguiu a lu- nar e da qual a Terra é o Globo D, ou seja, o inferior. Cadeias -— Assim se denominam, no sistema da Evolução, os sete grandes perfodos evolutivos, Cada uma das Cadelas é constituída por sete Elos, que são outros tantos Glo- bos relacionados entre si. Cadmus (Gr.) — O suposto inventor das letras do alfabeto. Pode tê-las inventado e ensinado na Europa e Ásia Menor; porém, na Índia, as letras eram conhecidas e empre- gadas pelos Iniciados em épocas muito anteriores. Caduceu (Gr.) — Os poetas e mitologistas gregos tomaram dos egípcios a idéia do Caduceu de Mercúrio. O Caduceu encontra-se, sob forma de duas serpentes enroscadas numa vareta, nos monumentos egípcios construfdos antes de Osíris. Os gregos modifi- caram-no. Encontramo-lo também nas mãos de Esculápio, oferecendo uma forma dis- tinta do Caduceu de Mercúrio ou Hermes. É um símbolo cósmico, sideral ou astronômi- co, bem como espiritual e até fisiológico, e seu significado muda com sua aplicação, Me- tafisicamente, o Caduceu representa a queda da matéria primitiva e original na grosseira matéria terrestre, com o que a Realidade Única converte-se em Llusão (ver Doutrina Se- creta, 1, 550), Astronomicamente, a cabeça e a cauda representam os pontos da eclíptica em que os planetas e até o Sol e a Lua se juntam em abraço estreito. Fisiologicamente, é o símbolo do restabelecimento do equilíbrio perdido entre a Vida, como unidade, e as correntes vitais, que desempenham diversas funções no corpo humano.
Famoso Adepto, cujo nome verdadeiro, segundo pretendem seus inií- migos, era José Bálsamo. Era natural de Palermo e estudou sob a direção de algum es- trangeiro misterioso, do qual pouco se sabe com certeza. Sua história comum é sobeja- mente conhecida para que seja necessário repeti-la, porém sua verdadeira história nin- guém nunca contou, Sua sorte foi aquela de todo ser humano que dá provas de saber mais do que seus semelhantes, Foi “apedrejado até a morte” através de perseguições, calúnias e acusações infames e, apesar disso, era amigo e conselheiro de personagens po- derosas de todos os países que visitava. Finalmente, foi processado e sentenciado, em Roma, como herege, e diz-se que morreu durante sua permanência num calabouço (ver Mesmer). Contudo, seu fim não foi totalmente imerecido, pois Cagliostro foi infiel a seus votos em alguns conceitos: saiu de seu estado de castidade e cedeu à ambição e ao egofs- mo, Caífm ou Kayn (Hebr.) — Na simbologia esotérica diz-se que era idêntico a Jehovah ou “Senhor Deus”, do quarto capítulo do Gênese. Sustenta-se, além disso, que Abel não era seu irmão, mas seu aspecto feminino, (Ver Dous'na Secreta, sub voce.)
Famoso adivinho grego, a quem Apolo concedeu o perfeito conhecimento do presente, do passado e do futuro, Tomou parte nas suas expedições mais célebres rea- lizadas pelos gregos: a conquista do velo de ouro e o sítio de Tróia, no qual Calcas se distinguiu de maneira especial, Morreu de dor por não ter sabido decifrar os vaticínios de Mopso, adivinho de Colofon, cidade da Jônia. 98
No início constitufam uma tribo e, mais tarde, uma casta de doutos caba- listas, Eram os sábios, os magos da Babilônia, astrólogos e adivinhos. O famoso Hillel, precursor de Jesus em filosofia e ética, era caldeu, Franck, em sua Kabbala, faz referên- cia à Íntima semelhança que se nota entre a “doutrina secreta”, encontrada no Ávesta, € à metafísica religiosa dos caldeus, :
Nos primeiros tempos do Cristianismo, quando a Igreja nascente era rica apenas em virtude, os sacerdotes utilizavam, para o culto, cálices de madeira, e depois fabricaram cálices de vidro e de mármore. Por último, tendo o clero acumulado grandes riquezas, quis proporcionar aos vasos sagrados a dignidade dos mistérios para os quais eram empregados, de acordo com sua fortuna. Assim é que se lançou mão do ouro e da prata como material para fabrico de tais vasos. Isso deu a Bonifácio, bispo e mártir, mo- tivo para dizer: Quondam sacerdotes aurei ligneis utebantur calicibus, nunc e contra lig- nei sacerdotes aureis utuntur calicibus, o que quer dizer: “Em outros tempos, os sacer- dotes de ouro serviam-se de cálices de madeira; hoje, pelo contrário, os sacerdotes de madeira servem-se de cálices de ouro”. (Delacroix, Dictionn. Histor. des Cultes Reli- Bieux.)
Calabrês, nascido em 1568 que desde sua infância mostrou poderes extraordinários e se entregou, durante toda a sua vida, às Artes Ocultas, À bis- tória que no-lo apresenta como Iniciado em sua juventude nos segredos da Alquimia e instruído profundamente na ciência secreta, por um rabino cabalista, em duas semanas, através de notaricon, é uma invenção incrível, como os contos de fadas, O conhecimento oculto, embora seja herança da vida anterior, não retorna a uma nova personalidade num curto prazo de quinze dias. Em Nápoles, declarou-se contrário à filosofia materialista de Aristóteles e viu-se obrigado a fugir para salvar sua vida, Posteriormente, a Inquisição tentou processá-lo e condená-lo por praticar as artes mágicas, porém todos os seus es- forços foram em vão. No decurso de sua vida escreveu enorme quantidade de obras re- ferentes à magia, astrologia, alquimia, À maior parte das mesmas já não existe, Conta-se que morreu no convento dos Jacobinos de Paris, no dia 21 de maio de 1639,
Os gregos assim denominavam a deli- ciosa mansão da felicidade destinada aos bem-aventurados, isto é, às almas das pessoas virtuosas. Por tais Campos corria, com doce murmáúrio, o Leteu, cujas águas faziam es- quecer as amarguras da vida.
Nome dado pelos assírio-caldeus a seus Campos Elíseos, que se encontravam misturados a seus Hades, Como Boscawen diz a seus leitores: “o Reino do mundo inferior era o domínio dos deus Hea e o Hades das lendas assírias situava-se no mundo inferior e era regido por uma deusa, Nin-Kigal ou a “Senhora da Grande Terra”, deusa também denominada A!llâát”, Uma inscrição traduzida expressa que, “depois dos dons desses dias atuais, nas festas da terra de céu argentino, dos palácios resplandecen- tes, a mansão da beatitude, e na luz dos Campos Felizes, ele pode morar em vida eterna, gloriosa, na presença dos deuses que habitam a Assíria”. Isso é digno de uma inscrição tumular de cristão. Ishtar, a bela deusa, desceu ao Hades depois de sua amada Tammuz, e encontrou neste lógubre lugar sete esferas e sete portas, em cada uma das quais ela devia deixar algo que lhe pertencesse.
É a linguagem do Karnatic, originalmente denominada Kanara (ou Ca- nara), uma das divisões do Sul da Índia. À linguagem canarés pertence à classe tamúlica da família dravidiana,