Glossário Teosófico

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Verbetes: L

L

Décima segunda letra do alfabeto inglês e também do hebraico, no qual Lámed, nome de tal letra, significa “aguilhão”, signo de uma forma do deus Marte, a divindade geratriz, O valor numérico desta letra é 30, O nome hebraico divino correspondente ao L é Limmud ou Douto, [Em sânscrito há dois L vogais, um breve ([() e outro longo (ID), que são, respectivamente, a nona e a décima letras do alfabeto. Seu som é pouco perceptível ao ouvido, Não há nenhuma palavra sânscrita que comece por uma ou outra dessas duas vogais. Há, além disso, o L consoante ou semi-vogal, que é a 42º letra do alfabeto e que se pronuncia como o L de nosso alfabeto. E, por último, existe outro L , chamado de vê- dico, que é cerebral e tem um som pouco perceptível, como na palavra flor.) La (Sánsc.) — Indra, deus do firmamento, La (Tib.) — Nome que os lamas do Tibet dão ao Fo (Buddha) dos chineses. Lâ (Sânsc.) — Dom oferecido ou recebido.

Lábaro (do latim Labarum)

Estandarte que era levado diante dos antigos impera- dores romanos e que tinha no extremo superior uma Águia, como emblema da soberania. Era uma longa lança com um pau cruzado, formando ângulos retos, Constantino substi- tuiu a águia pelo monograma de Cristo, que levava a divisa Entou Tonika, que, mais tar- de, foi interpretado no sentido de In hoc signo vinces (“com este sinal vencerás”), Em relação ao monograma, era uma combinação da letra X, chi, e P, rho, ou seja, a silaba inicial de Christos. (Ver Crismón.) Porém o lábaro foi um emblema da Etrúria séculos antes de Constantino e da era cristã. Era também o signo de Osíris e de Hórus, fregilten- temente representado com a cruz latina prolongada, assim como a cruz peitoral grega é puramente egípcia, Em seu Decadência e Queda do Império Romano, Gibbon expôs a hipocrisia de Constantino, Este imperador, se é que teve alguma visão, deve ter sido a do Júpiter olímpico, em cuja fé morreu, Labdha (Sânsc.) — Adquirido, obtido, alcançado, Labadhavarna (Sânsc.) — Sábio, pandita, Lâbha (Sânsc.) — Obtenção, aquisição, lucro, proveito. Labhasa (Sâánsc.) — Posse, riqueza, Labhya (Sânsc.) — Que deve ser alcançado, que deve ser obtido.

Labirinto [do grego labyrinthos]

O Egito possufa o “Labirinto celeste”, no qual eram introduzidas as almas dos defuntos, e também sua representação na Terra, o fa- moso Labirinto, uma série de recintos e passagens subterrâneas e com as mais extraordi- nárias voltas e reviravoltas, Segundo a descrição de Heródoto, constava de três mil câ- maras ou recintos, metade acima do solo e metade abaixo do mesmo, Em seu tempo não era permitida a entrada de estranhos nas partes subterrâneas do Labirinto, porque estas continham os sepulcros dos reis que os construíram e outros mistérios. O “Pai da Histó- ria” encontrou o Labirinto quase em ruínas e, contudo, considerava-o, mesmo em tal estado, muito mais maravilhoso do que as Pirâmides.

Labro

Santo romano solenemente beatificado não faz muitos anos, Sua grande santidade consistia em estar sentado junto a uma das portas de Roma, noite e dia, durante quarenta anos, sem lavar-se uma única vez durante todo este tempo. Em consegiiência, a miséria consumia-o até os ossos. 310

Labyrinthodon

Animal antediluviano da ordem dos sáurios, cujo crânio fóssil apresenta uma perfuração, que somente pode ser explicada por um extraordinário desen- volvimento da glândula. pineal ou “terceiro olho”, que, segundo vários naturalistas, entre eles E. Korscheldt, funcionava como um real e verdadeiro órgão da visão. (Ver Doutrina Secreta, II, 313, nota, e Glândula pineal.) Lactâncio -— Padre da Igreja, que declarou o sistema heliocêntrico uma doutrina herética e a existência dos antípodas uma “falácia inventada pelo diabo”, Ladaha (Sânsc.) — Belo, agradável, encantador,

Ladakh

O vale superior do Indo, habitado pelos tibetanos, mas pertencente ao râja de Cachemira.

Laena (Lar,)

Uma vestimenta com a qual os áugures romanos cobriam a cabeça, enquanto contemplavam o vôo das aves. Lagada (Sânsc.) — Belo, bem formacao, bem feito. Lâghava (Sânse.) — Mesquinhez, insignificância, desprezo, falta de valor. Laghiman (Sânsc.) — Leveza, falta de peso; o poder de neutralizar a ação da gravi- dade e de se tornar tão leve quanto um floco de algodão, uma pluma ou outros objetos semelhantes, “Através do samyama sobre a relação que existe entre o corpo humano e o éter e também se identificando com objetos leves, como, por exemplo, um floco de algo- dão, o yogf adquire o poder de viajar pelo espaço.” (Aforismos de Patafijali, 111, 42.) Laghu (Sánsc.) — Leve, imponderável, rápido, pequeno, escasso, parco.

Laghuvritti (Sânxso,)

“Condição de leveza.” Através de seu efeito, o corpo torna- se imponderável, como no estado de Êxtase ou como um corpo glorioso. (Ver Laghiman, Etrobacia, Levitação.) Laghvâzin (laghu-ázin) (Sânsc.) — “Pouco comedor”, Parco ou sóbrio na alimen- tação. Lagna (Sánsc.) — Dedicado, atento; confuso; bardo, panegirista, Lahgash (Cab.) — Linguagem secreta, encantamento esotérico; quase idêntico ao significado místico de Vách [o poder oculto dos Mantras).

Laicos, chelâs ou Chelâs laicos

São simplesmente homens do mundo que afir- mam seu desejo de conhecer as coisas espirituais. Virtualmente todo membro da Socie- dade Teosófica, que segue o segundo dos três objetos da mesma, é um chelá laico, por- que, embora não pertença ao número dos verdadeiros chelãs, tem a possibilidade de che- gar a sê-lo, pois atravessou a linha divisória que o separava dos Mahâhmãs e se colocou, por assim dizer, sob sua observação, O Chelado laico não confere privilégio além da- queie de trabalhar para contrair méritos, sob a observação de um Mestre. (Ver o exce- lente artigo de H, P, Blavatsky: “Chelás (regulares) e Chelâs laicos”, publicado em Cin- co Anos de Teosofia.) Lajjiâ (Sânse.) — “Poder”: uma semideusa, filha de Dakcha, Lajiyã (Sánsc.) — Pudor, recato, modéstia, Lakcha (Laksha) (Sánsc.) — Marca, sinal, signo, nota; engano, fraude, É também chamado de lakchá, lak, lakh ou lac, uma quantidade equivalente a cem mil unidades, seja em espécie, dinheiro ou qualquer outra coisa, 311

Lakchmana (Sánsc,)

Marca, sinal, nome. Filho do rei Dazaratha e meio-irmão de Râma, esposo de Sitâ (ver). Lakehmi (Sânse.) — “Prosperidade”, fortuna, [beleza, esplendor]. A Vênus hindu, que nasceu quando os deuses agitavam o oceano de leite; é a deusa da beleza e esposa ou aspecto feminino de Vishnu, [Lakchmi é mãe de Kâma, deus do amor, É também o so- brenome de Sitâ, esposa de Râma,) Lakchmi-griha (Sânse.) — O lótus vermelho, sobre o qual Lakchmi apareceu sen- tada. so, Lakchmí-pati (Sânsc.) — “Senhor ou esposo de Lakchm?”; sobrenome de Vishnu. Lakchmi-putra (Sânsc.) — “Filho de Lakchmi”: Kâma. Em geral, filho de Sitá, Lakchmívat (Sânsc.) — Próspero, afortunado, de bom augúrio. Lakchmiza (Lakchmí-tza) (Sânsc.) — Homem afortunado; Vishnu, esposo de Lak- chmi. Lakchya (Sânsc.) — Notável, Como substantivo: marca, signo, objeto a que se aspi- ra,

Laksha, Lakshana, Laksmi

Ver Lakcha, Lakchana, Lakchmi, Lalâma (Sânsc.) — Risca, marca; adorno ou signo distintivo; chefe; dignidade, ma- jestade, Lálasa (Sânsc.) — Desejo, sentimento; solicitação. Como adjetivo: desejoso, aneloso. Lalita (Sánsc.) — Beleza, encanto; jogo, diversão, Adjetivo: agradável, divertido, encantador; simples, ingênuo. Lalita-vistara (Sánsc.) — Célebre biografia de Sâãkyamuni, o Senhor Buddha, com- posta por Dharmarakcha, no ano de 308 de nossa era. Lam (L.) — Símbolo do Prithivt-Tattva. (Râma Prasãad) Lama (Tib.) — Escreve-se “Clama”. Este título, quando aplicado devidamente, corresponde apenas aos sacerdotes de graus superiores, aqueles que podem oficiar como gurus nos mosteiros, Desgraçadamente, cada membro comum do gedun (clero) chama-se ou permite que o chamem de “Lama”. O verdadeiro Lama é um gelong ordenado e mês vezes ordenado. Desde a reforma feita por Tsong-kha-pa, vários abusos ocorreram na teocracia do país, Há “Lamas astrólogos”, os chakhan ou tsikhan (de tsigan, “cigano”) comuns e os “Lamas adivinhos”, de uma condição tal que lhes é permitido casarem-se e não pertencem absolutamente ao clero. Contudo, há muito poucos no Tibet oriental, pertencendo principalmente ao Tibet ocidental e a certas seitas que nada têm a ver com os gelukpas ou “Turbantes Amarelos”, Infelizmente, os orientalistas, que quase nada sa- bem do verdadeiro estado de coisas do Tibet, confundem o Choichong da Lamaseria (Lhassa) de Gurmakhayas — os Iniciados esotéricos — com os charlatães e dugpas (feiti- ceiros) da seita dos bhons. Não é de se estranhar que — como diz Schlagintweil, em seu 312

Lang-shu

Ver Lang-chu, Lankâ (Sânsc.) — Antigo nome da ilha atualmente chamada de Ceilão. É também o nome de uma montanha situada a sudeste do Ceilão, onde, segundo a tradição, havia uma cidade povoada por demônios, conhecida pelo nome de Lankâpuri. À grande epopéia Râmâyana descreve-a dizendo que era de grande magnificiência e de extensão gigantes- ca, “com sete fossos largos e sete estupendas muralhas de pedra e metal”. Atribui-se a sua fundação a Vizvakarma, que cdificou tal cidade para residência de Kuvera, rei dos demônios, de quem foi tornada por Rávana, raptor da bela Sitá, O Bhagavata Purâna diz que Lankâ ou Ceilão era primitivamente o cume do monte Meru, que foi arrancado por Vâyu, deus do vento, e precipitado no oceano, Desde então tornou-se a sede da legreja Búdica do Sul, a seita siamesa (dirigida atualmente pelo sumo sacerdote Sumangala), re- presentação do mais puro budismo exotérico desta parte dos Himalaias, Lânkàâvatâra (Sánsc.) — Itulo de um tratado de filosofia búdica, Lankeza (Lankâ-fza) (Sânsc.) — “Senhor de Lankâ". Epíteto de Râvana,.

Langhan

Ver Ashen. Langhana (Sánsc.) — Jejum.

Lanoo

Ver Lanu, Lanú (Zanoo, segundo a transliteração inglesa) (7ib.) — É o nome que, no Tibet, é dado aos chelãs ou estudantes da doutrina esotérica,

Lao-tzé (Chin)

Um grande sábio, santo e filósofo, que precedeu a Confúcio, [Foi um grande reformista chinês.)

Lâpa (Sânsc,)

Palavra, inguagem, Lapana (Sânsc.) — Fala ou ação de falar; a boca (que fala). Lapis arenosi (Alg.) — Júpiter, (Planiscampi) Lapis philosophorum (Alg.) — Enxofre ou matéria da obra fixada, que os químicos herméticos também chamam de Sai de Ouro. Lapita (Sánsc.) — Palavra, linguagem: voz, lamento. Lararium(Lat.) — Um aposento da casa dos antigos romanos, onde eram guarda- dos, juntamente com outras relíquias da família, os lares ou deuses domésticos. 313

Larelei

Imitação ou cópia alemã da “Donzela do Lago" escandinava. Ondina é uma das denominações dadas a estas jovens, conhecidas na Magia exorérica e no Ocul- tismo pelo nome de Elementais da água.

Lascaris

Personagem misterioso de origem oriental. Ápareceu na Alemanha no início do séc, XVIII, Dedicava-se com afinco ao estudo do Hermetismo e possufa uma tintura ou pó filosofal, com o qual operava a transmutação dos metais. Um dos experi- mentos que mais chamaram a atenção pública foi o fato de transmutar em ouro puríssimo todas as vasilhas de prata que a condessa de Erbach possufa em seu castelo; fato com- pletamente autêntico, uma vez que as vasilhas em questão chegaram a ser objeto de Jitf- gio, devido ao fato de que, ao se separar da condessa, seu marido reclamava a metade de seu valor. O eminente químico Dippel pretendeu demonstrar que a tintura de que se ser- via Lascaris era de uma simples solução saturada de cloreto de ouro e que bastava calci- nar o pó com que se preparava a tintura para reduzi-lo à ouro puro; porém dificilmente se explicava que, segundo afirma o próprio Dippel, uma parte em peso de tal tintura transmutasse em ouro 600 partes de prata; também não há maneira de explicar como uma prancha circular de cobre, de um pé de diâmetro, aquecida ao fogo e tratada com um pequeno grão de tintura, se convertesse totalmente em ouro, como foi demonstrado em seguida, cortando-se a prancha em pedaços, para que se visse claramente que não se tratava de uma simples alteração superficial, mas de uma verdadeira transmutação de to- da a espessura da massa metálica, Lascaris teve inúmeros discípulos, tais como Bôtticher, Braun, Martin, Schmolz de Dierbach e outros, que percorreram a Europa para demons- trar, com fatos práticos, a verdade da Ciência Hermética, Lâsya (Sânsc.) — Dança acompanhada de canto e música instrumental; dança de mulheres, uma espécie de pantomima, Latâ (Sânsc.) — Fio; ramo; planta trepadora, Lâta (Sânsc.) - Linguagem pueril ou inconsciente; defeito, vício; tecido, vestido, Lata (Sânsc.) — Ignorante, que fala como criança; defeito, 314

Leão da Lei

Título aplicado a Buddha. (Ver À Voz do Silêncio, IL)

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