Décima primeira letra tanto do alfabeto inglês quanto do hebraico. Como nó- mero, representa 20, neste último, e 250 no primeiro, e com um traço horizontal em cima da letra (É), representa 250,000, Os cabalistas e maçons apropriaram-se da palavra Ko- desh ou Kadosh como nome do deus judeu representado por esta letra. [O K é a décima quinta letra do alfabeto sânscrito e a primeira das consoantes; soa como o K ou como o € diante de a, o e u; há, além disso, no sânscrito, o K aspirado (a segunda das consoantes), que, nas transliterações, costuma ser escrito Kh ou K com uma vírgula na parte superior (K)). Esta última letra soa como o r. À letra K é símbolo de um dos Nádis que procedem do coração, (Râma Prasãd)) Ka (Sânsc.) — Segundo Max Míúller, o pronome interrogativo “quem?”, elevado, sem causa nem razão, à alta categoria de divindade, Contudo, tem seu significado esoté- rico e é um nome de Brahmâ em seu caráter fálico, como gerador ou Prajápari (ver). [No sentido místico, Ka designa a Brahmi, Vishnu, Kâma e Agni. Esta palavra designa tam- bém todo objeto, material ou espiritual, dotado de movimento: ar, vento, água; fogo, Sol, tempo ete.; corpo, alma, inteligência, alegria, gozo, prazer, felicidade etc. Na linguagem do Antigo Egito, Ka é o nome do corpo astral. (Doutrina Secreta, 11, 670)] Kaaba ou Kabah (Ár.) — Nome do famoso templo maometano de Meca, local prin- cipal de peregrinação, O edifício não é grande, porém é muito original; tem forma cúbi- ca, de 24 x 24 codos, e 27 de altura, com uma só abertura voltada para o Leste, para re- ceber luz, No ângulo nordeste, encontra-se a “Pedra Negra” de Kaaba, que, segundo se diz, foi baixada diretamente do céu e era branca como a neve, porém com o tempo tor- nou-se negra, por causa dos pecados da humanidade, À “pedra branca”, que, segundo a fama, é a tumba de Ismael, está situada no lado Norte e o local de Abraão encontra-se a Leste, Se, como pretendem os maometanos, o templo em questão, a pedido de Adão depois de seu desterro, foi transportado por Alá ou Jehovah diretamente do Éden para à Terra, então os “pagãos” podem exclamar com justiça que, no que se refere à beleza de seus edifícios, avançaram muitíssimo em relação à primordial arquitetura divina. Kag (Alg.) — Leite azedo.
Ver Kabiri. Kabiri (Fen.) — Kabirim ou Cabires. Divindades e deuses muito misteriosos entre as nações antigas, incluíndo os israelitas, alguns dos quais (como Tharé, pai de Abraão) os adoraram com o nome de Teraphim, Entre os cristãos, contudo, são agora demônios, embora os Arcanjos modernos sejam a transformação direta destes mesmos Cabires, Em hebraico, tal nome significa “os poderosos”, Gibborim. Em outros tempos, todas as di- vindades relacionadas com o fogo (fossem divinas, infernais ou vulcânicas) eram chama- das Cabirias, [A palavra Kabir é derivada do hebraico Habir, grande, e também Kabar, um dos nomes de Vênus. Os cabires são os Espíritos planetários mais elevados, os maio- res deuses e “os poderosos”, Varron, seguindo Orfeu, denomina-os de “Poderes Divi- nos”, Todos os deuses de mistério eram Cabires. Os mistérios dos Cabires em Hebron eram presididos pelos sete deuses planetários, entre outros por Júpiter e Saturno sob 271
Ver Kashãya. Kâchima (Sânsc.) — Objeto de veneração situado num lugar consagrado, tal como uma árvore etc, ; Kachta (Sânse.) — Dor, mal físico ou moral. Como adjetivo, aflito, desgraçado, mi- serável, Káchtá (Sâxsc.) — Uma divisão do tempo equivalente a 3 segundos e 1/5, (Rôma Prasãd) Kachtakâraka (Sánsc.) — Literalmente, “local de miséria”: o mundo, a Terra. 272
Ver Kabires. Kadosh (fHebr.) — Escreve-se também Kodesh. Consagrado, santo. Alguma coisa separada para o culto do Templo. [Lugar santo ou de santidade.) Porém, entre o signifi- cado etimológico desta palavra é o subsequente significado em sua aplicação aos Kade- shim (os “sacerdotes” separados para certos ritos do Templo) há um abismo, As palavras Kadosh e Kadeshim figuram em 1! Reis antes como um título ignominioso, visto que os Kadeshuth da Bíblia eram idênticos, em seus ofícios e deveres, às jovens bailarinas de al- guns templos da Índia. Eram os galli, os sacerdotes eunucos dos ritos obscenos de Vênus Astarté, que viviam “junto à casa do Senhor”, É muito curioso que os termos Kadosh e outros tenham sido adotados e utilizados por vários graus da Maçonaria. Kadrú (Sânsc.) — Esposa de Kazyapa, “a serpente de muitas cabeças”. Dela saiu uma raça de nâôgas destinadas a povoar o Pátála (que sem dúvida alguma é a América). (Doutrina Secreta, [I, 141, 6004) Kadush (fHebr.)—- O Sol, Kadvada (Sánsc.) -- “Que fala mal”, Pessoa de ínfima classe, de educação escassa, de pouco valor, Kaib (Alg.) - É o leite coalhado, azedo, Kailãsa (Kailasa) (Sânsc.) — Em metafísica, “céu”, a mansão dos deuses; geografi- camente, uma cadeia de montanhas no Himalaia, ao norte do lago Mansaravára, também chamado Mânasa. [Tal montanha é habitada por Kuvera e Shiva, É também designada pelos nomes de Gana-parvata e Rajatâdri, “montanha de prata”,] Kailem (Hebr.) — Literalmente, “vasos ou veículos”; os vasos para a fonte das Águas de Vida, Este termo aplica-se aos dez Sephiroth, considerados como os núcleos primitivos de todas as Forças do Kosmos. Alguns cabalistas acreditam que eles se mani- festam no Universo através de vinte e dois condutos, representados pelas vinte e duas letras do alfabeto hebraico, compondo assim, com os dez Sephiroth, trinta e dois sendei- ros de sabedoria, (W. W, W) Kaimurath ou Kaimarath (Per.) — O último da raça dos reis pré-humanos, É idêntico a Adão Kadmon, Um fabuloso herói persa, Kaivalya (Sânsc.) — Unidade, isolamento, independência, libertação, emancipação, bem-aventurança final. Resultado final da prática do Yoga de Patafijali, que consiste no isolamento do Purucha (Espírito) e sua libertação ou emancipação da Prakriti (Matéria), alcançando o yogi o estado de Unidade e vendo Deus manifestado em si mesmo. Eis aqui a definição de Patafijali: “Kaívalya é a resolução inversa das qualidades (gunas), carentes já de motivo para atuar em proveito do Eu (Purucha) ou, em outros termos, é o poder do Eu concentrado em si mesmo”, (Aforismos, IV, 34.) 273
Ver Kálanâbha, Kalâbhrit (Sânsc.) — A Lua. Kâálabhrit (Sânsc.) — Um dos nomes do Sol, Káladharma (Sânsc.,) — Literalmente, “a lei do tempo"; a morte, Kálâgni (Sánsc.) — Uma chama do tempo. Um Ser divino criado por Shiva; um monstro de mil cabeças, Um título de Shiva que significa “o fogo do destino” [A Chama do Tempo, o fogo que, no fim do mundo, consumirá a Terra, (Doutrina Secreta, 1, 397) Assim lemos no Bhagavad-Gitâã (X1, 25): “Quando olho tuas bocas... ardentes como o fogo devorador do fim do mundo... ”] Kalaha (Sânsc.) — Dissensão, disputa, contenda, rinha, combate; falsidade, engano.
Ver Ká&lahansa. : Kâlahansa ou K8lahamsa (Sánsc.) — Nome místico dado a Brahma (ou Parabrah- man); significa “o cisne em e fora do tempo”. Brahmãâ (masculino) é denominado Hansa- váhana ou Vefeulo do “Cisne”, [A “Grande Ave”; “Doce é o repouso entre as asas d'A- quele que não nasceu nem morre, é o Aum através das eternidades”, (A Voz do Silêncio, D (Ver Hamsa.)) Kilakarniká (Sânsc.) — Infortúnio, miséria. Kâlakarnin (Sánsc.) — Desgraçado, miserável. Kálakrit (Sânsc.) — Um dos nomes do Sol.
O “A vatâra do Cavalo Branco”, que será a última encar- nação manvantárica de Vishnu, segundo os brâhmanes; de Maitreya Buddha, segundo os budistas do Norte; de Sosiosch, o último herói e salvador dos zoroastrianos, como pre- tendem os parses; e do “Fiel e Verdadeiro” sentado no Cavalo Branco (Apocalfpse, XIX, 11). Em sua futura manifestação, os céus abrir-se-ão e surgirá Vishnu “sentado num corcel branco como o leite, com uma espada nua, resplandescente como um cometa, para o extermínio definitivo dos malvados, a renovação da *criação' e o restabelecimento da pureza”, (Compare com o Apocalípse.) Isso acontecerá no final do Kalíyuga, daqui a 427.000 anos. O último fim de cada yuga é denominado “a destruição do mundo", por- que então a Terra muda sua forma exterior, submergindo uma série de continentes e sur- gindo outra série nova, Kalluka Bhatta (Sânsc.) —- Comentador das escrituras hindus Manu Smriti; reputa- do escritor e historiador. Kalmacha (Sânsc.) — Pecado, culpa, manchinha; mancha de crime ou pecado, Kilodâyin (Sânsc.) — Nome de um Buddha futuro. 276
“Senhores dos Kalpas”. (Ver Gana-devas.) Kalpakchaya (Sânsc.) — Período de declínio ou fim de um Kaipa. Kalpânta (Kalpa-anta) (Sânsc.) — Fim de um Kalpa; dissolução de um Universo, que se resolve em Brahmã, (Ver Pralaya.) Kalucha (Sânsc.) — Misturado, confuso, turvo, obscuro. Como substantivo: falta, pecado. Kalya (Sânsc.) — Disposto, hábil, são; que tem suas faculdades físicas e mentais fn- tegras; favorável, feliz, Kâlya (Sânsc.) — Aurora, o amanhecer, Kalyâna (Sânsc.) — Bem, fortuna, felicidade, prosperidade, riqueza, Como adjetivo: feliz, próspero, favorável, bom, justo, Kalyânakrit (Sânsc.) — Que pratica o bem; homem de bem. Kalyatva (Sânsc.) — Saúde. Kâma (Sânsc.) — Mau desejo, lascívia, luxúria, concupiscência, volição; apego à existência, Kâma é geralmente identificado com Máãra, o tentador. [Kâma significa tam- bém desejo, apetite, paixão, afã; sensualismo, prazer; amor; o deus do amor, o Cupido hindu; objeto amado, coisa desejada ou apetecível etc. É também o quarto princípio na constituição humana, em cujo caso é designado pelo nome geralmente de Kâma-rtápa; o centro do homem animal, local dos desejos e paixões animais, forinando a linha de de- marcação que separa o homem mortal da entidade superior ou imortal. “É a vida que se manifesta no corpo astral e que por ele está condicionada. Caracteriza-se pelo atributo da sensibilidade sob a forma rudimentar de sensação ou sob a forma complexa de emo- ção ou de qualquer dos graus que há entre ambas. Tudo isso se reduz a desejo, isto é, aquilo que é atraído ou rechaçado pelos objetos, segundo causem prazer ou dor ao eu pessoal.” (A. Besant, Sabedoria Antiga, cap. ID) (Ver Kâma-râpa, Kâma-deva, Kâma- manas etc.) Kâmachârin (Sânsc.) — Que segue seus desejos; que está entregue a seus desejos. Kâma-deva (Sânsc.) — Segundo as idéias populares, é o deus do amor; um Vízvade- va no panteão hindu. Como o Eros de Hesíodo, degradado até o nível de Cupido pela lei exotérica, e mais degradado ainda pelo sentido popular que posteriormente se atribuiu a este termo; assim é Káma um ponto sumamente misterioso e metafísico. À mais primitiva descrição védica de Kâma cita apenas o fundamental daquilo que simboliza. Kâma é o primeiro desejo universal consciente de bem e amor, em geral; para tudo o que vive e sente, requer proteção e benevolência; o primeiro sentimento de infinita e terna compai- 277
Nominativo singular de Kâma-duh (ver). Kâma-duh (Sânsc.) — Palavra composta de Káma (desejo, objeto apetecido) e duh (ordenhar); “aquilo que proporciona ou faz surgir os objetos apetecidos”, É o cornu co- pie, a vaca da abundância; a vaca prodigiosa que satisfaz todos os desejos e da qual po- de-se extrair tudo quanto apeteça, Corresponde à cabra Amaltea da mitologia grega, Se- gundo Davies, é uma representação alegórica da terra, tão rica e variada em produtos. (Ver fohtakâmaduh,) 278
Por outro nome, Kâmávachara, uma região que inclui o Kâmaloka. Segundo as idéias exotéricas, é a primeira das três regiões, trailokyas ou trilokyas (aplicadas também aos seres celestiais), ou sete planos ou graus, cada um dos quais representado por uma das três principais características, a saber: Kâáma, rápa € arúpa, ou sejam, as de desejo, forma e carência de forma. O primeiro dos trailokyas, chamado Kámadhâtu, é composto da terra e dos seis devalokas inferiores, sendo preciso notar que depois da terra vem o Kâmaioka (ver estas palavras), Todos estes, tomados em conjunto, constituem os sete graus do mundo material de forma e satisfação sensual. O segundo dos trailokyas é denominado de ráúpadhâátu ou “forma material” e é igual- mente composto de sete lokas (ou localidades), O terceiro é arfipadhátu ou “lokas ima- teriais”, Contudo a palavra “localidade” é imprópria para traduzir a palavra dhâátu, que não significa de maneira nenhuma “lugar”, em nenhuma de suas acepções especiais, As- sim, por exemplo, arfipadhâtu € um mundo puramente subjetivo, antes um “estado” do que um lugar. Porém, como nas línguas ocidentais não há termos metafísicos adequados para expressar certas idéias, tudo o que podemos fazer é indicar a dificuldade, Kâma-dhenu (Sânsc.) — À vaca que satisfaz os desejos. É designada também pelo nome de Kâma-duh (ver),
Causado (apenas) pelo desejo (Cappeller); que tem por causa O azar (Burnouf e Leupol), designado apenas para as concupiscências (Davies); feito para o prazer; cuja causa é a sensualidade etc. Este termo de interpretação duvidosa figura no Bhagavad-Gitá, cap. XVI, vers. 8. Kâma-kâmin (Sânsc.) — Entregue a seus desejos; que alimenta ou acaricia desejos. Kâmâ-kâya (Sânsc.) — “Corpo de desejo” ou veículo Kâmico. Forma ou invólucro constituído pelos desejos animais, que persiste algum tempo depois da morte do corpo físico, levando uma vida independente no Kâmaloka.
Água, lótus. Um centro de força nervosa situado no corpo. (Râma Prasãd) Kâmaila (Sânsc.) — Desejoso, amoroso, lascivo. Como substantivo, a primavera, Kamalâsana (Sánsc.) — Que está sentado sobre o lótus: Brahmã. Kâma-loka (Sânsc.) — O plano semimaterial, subjetivo e invisível para nós, onde as “personalidades” desencarnadas, as formas astrais, chamadas Kâmarâpa, permanecem até se desvanecerem totalmente, graças ao completo esgotamento dos efeitos dos im- pulsos mentais, que criaram estes eidolons das paixões e desejos humanos e animais, (Ver Kâma-rápa.) Ê o Hades dos gregos antigos e o Amenti dos egípcios, a região das som- bras silenciosas; uma divisão do primeiro grupo dos trailokyas. (Ver Kâmadhâtu.) [É o limbo ou purgatório dos católicos romanos é o Summerland dos espíritas americanos. (Doutrina Secreta, 111, 373) Kâma-loka é a região ou mansão do desejo, a esfera anímica (terceiro e quarto princípios) da Terra — não necessariamente na superfície da Terra — onde os restos astrais dos defuntos corrompem-se e se decompõem. Nesta região, as al- mas dos mortos que não são puras, vivem (seja conscientemente ou em estado de estu- por) até que seus kâmarúpas (formas de desejo) são abandonados por uma segunda morte e, ao se desintegrarem, verifica-se a separação dos princípios superiores. Ao se despojar dos princípios inferiores, a entidade imortal do homem, com seus afetos punifi- cados e os poderes que tenha adquirido durante sua existência terrena, entra no estado de Devachân, (F., Hartmann) Assim, pois, o Kâmaloka é a primeira condição pela qual passa a entidade humana, depois da morte, a condição que precede o Devachân. Kâma-manas (Sânsc.) — É o resultado da união ou fusão dos princípios humanos Kâmico e Manásico, “Assim o teósofo fala do Kâma-Manas para designar a inteligência quê opera em e com à natureza do desejo, afetando a alma animal e sendo afetada por ela. Os vedantinos classificam ambos os princípios como um só e falam do Eu como fun- cionante no manomavakosha, invólucro constituído pela mente inferior, as emoções e as paixões, (A, Besant, Sabedoria Antiga, cap. IV) Kâmana (Sâánsc.) — Amante, desejoso, Kâmanã (Sânsc.) — Amor, desejo, Kamar ou Camar (Álg.) — Prata, Kâma-râpa (Sânsc.) — Metafisicamente e em nossa filosofia esotérica, é a forma subjetiva criada, em virtude dos desejos e pensamentos mentais e físicos relacionados com objetivos materiais, por todos os seres sencientes, forma que sobrevive à morte do corpo, Depois desta morte, três dos sete “princípios” — ou, melhor dizendo, planos dos sentidos e da consciência, nos quais atuam por turnos ou instintos e a ideação do homem,
Entre os budistas, os deuses do primeiro céu, (Ver Kã- madhâtu.) Kâmâvasáyin (Sânsc.) — Que põe fim aos desejos, Epíteto de Shiva. Kâmâvasâyitã e Kâmâvasâyitva (Sânsc.) — O poder de aniquilar os desejos. Kamea (Hehbr.) — Um amuleto, geralmente um quadrado mágico. | Kâmepsu (Sânsc.) — Que se esforça por alcançar o objeto de seus desejos; que ali- menta desejos; desejos de objetos apetecíveis. Kami (/ap.) — Literalmente, “superior”, Este termo japonês aplica-se a um senhor, à qualquer dos deuses, semideuses ou heróis divinizados daquele país. Kâmin (Sânsc.) — Amoroso, amante, apaixonado, desejoso. Kâmita (Sânsc.) — Desejo, Kâmitâã (Sânsc.) — Sensibilidade afetiva; afeição, amor, desejo, paixão, inclinação, benevolência, Kamma (Pál.) — Sinônimo do sânscrito Karma. Kâmopabhoga (Kâma-upabhoga) (Sânsc.) — Satisfação dos desejos: gozo dos prazeres,
Ver Kansa,. Kâphala (Sânsc.) — Mau fruto, Kapi (Sânsc.) — Mono, símio. Kapidbvyaja (Sânsc.) — Epfteto de Arjuna, cujo estandarte (dhvaja) apresentava um mono, Kapila (Sânsc.) - O Richi Kapila foi um grande sábio e um grande Adepto da Anti- guidade, E o autor da filosofia Sânkhva. [Diz-se, nos Purânas, que ele com um só olhar reduziu a cinzas os sessenta mil (outros dizem cem mil) filhos brutais, viciosos e ímpios do rei Sagara. Estes filhos são uma personificação das paixões humanas, que um “sim- ples olhar do sábio” (o Eu, que representa o mais alto estado da pureza à que se pode chegar na Terra) reduz a nada, “Sagara”, por outro lado, é o nome do oceano e espe- cialmente do golfo de Bengala, na desembocadura do Gânges. Porém a citada alegoria tem alguns outros significados cíclicos e cronológicos, Existiram vários personagens de nome Kapila e dois deles podem ter sido uma só e mesma individualidade, sem ser a mesma personalidade. E também o nome genérico dos Kuwnâáras, os ascetas-virgens ce- lestiais, (Ver Doutrina Secreta, 1I, 603-604,)) Kapiladhãârâá (Sânsc.) — Lugar de peregrinação; o Gânges. Kapilavastu (Sânsc.) — À cidade onde nasceu o Senhor Buddha, chamada “mansão amarela”; capital do rei Zuddhodana, pai de Gautama Buddha, [Situava-se às margens do rio Robini, (Ver Buddha Siddhâárta,)) Kapiprabhu (Sânxsc.) — O caudilho dos monos, no Râmâyana: Hanumân ou Râma,. Kapi-vaktra (Sânsc.) — Que tem cara de macaco; epíteto de Pesh-Hun, Kâpyakara (Sânsc.) — Confissão, Kara (Sânsc.) — Mão; tromba de elefante; raio de Sol ou de Lua; agente, autor, exe- cutor, causante, produtor, Karâ (Sânsc.) — Ação, ato, operação, impulso, força, potência, Kãâra (Sânsc.) — Ato, ação, obra; obra piedosa; esforço, violência; agente, autor. Karabtanos (Gr.) — O espírito do desejo cego ou animal; símbolo do Kâma-râpa,. O Espírito “sem sentido ou juízo”, no Codex dos Nazarenos. É o símbolo da matéria e re=- presenta o pai dos sete espíritos de concupiscência engendrados por ele em sua mãe, o Spiritus da Luz Astral. [O espírito da matéria e da concupiscência; o Kâma-rápa sem o Manas (a mente), (Doutrina Secreta, L, 217)] Karaita ou Caraita (Hebr.) — De Kara, ler. Indivíduo de uma seita judaica que se atém estritamente à interpretação literal da Escritura, rechaçando a tradição oral. Karam (Sânsc.) — Uma grande festa em honra do Espírito-Sol, celebrada pelas tribos Kolarianas. 282
São os partidários do sistema espírita de Allan Kardec, o francês que fundou o moderno movimento da escola espírita. Os espíritas da França diferem dos es- píritas (espiritualistas) americanos ou ingleses, pois seus “espíritos” ensinam a reencar- nação, enquanto que os dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha qualificam esta crença de engano e erro herético, e denigrem todos os que a aceitam, “Quando os espíritos estão em desacordo... ” [Ver Espiritismo.) Kiâri (Sânsc.) — Ação, ato, função, emprego, Como adjetivo: que faz ou executa; que tem função ou emprego, Kárin (Sânsc.) — Que faz ou opera, Karka (Sânsc.) — Quarto signo do Zodíaco hindu, correspondente a Câncer, Karkâtaka (Sânsc.) — Câncer, Karkaza (Sáânsc.) — Áspero, rude, grosseiro, cruel, desaptedado. Karkazavâkya (Sânsc.) — Linguagem dura, grosseira, descortês, Karma ou Karman (Sânsc.) — Fisicamente, ação; metafisicamente, a Lei de Retri-- buição, a Lei de causa e efeito ou de Causa ética, Nêmesis, apenas no sentido de mau 283