Glossário Teosófico

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Verbetes: H

Habitantes do interior

Nome ou substituto do verdadeiro nome sânscrito esoté- rico dado a nossos “inimigos interiores”, que, na filosofia esotérica, são sete, À primitiva Tgreja “cristã” denominava-os de “Sete Pecados Capitais”; os gnósticos nazarenos inti- tulavam-nos de “Sete Ástrais mal dispostos”, e assim sucessivamente, Os ensinamentos exotéricos hindus falavam apenas dos seis inímigos e, com o termo Arichadwargas (ari- chadvargas), “conjunto dos seis inimigos”, enumeramenos do seguinte modo: 1º) Desejo pessoal, concupiscência ou uma paixão qualquer (Kâma), 2º) Ódio ou malícia (Krodha), 3º) Avareza ou cobiça (Lobha); 49) Ignorância (Moha), 5º) Orgulho ou Soberba (Made); 6º) Ciúmes, inveja (Matsara), esquecendo o sétimo que é o “pecado imperdoável" e o pior de todos no Ocultismo. (Ver Theosophist, maio de 1890, p, 431)

Habitantes do umbral

Termo inventado por Bulwer Lytton em Zanoni., Porém, no Ocultismo, a palavra “Habitante” é um termo oculto empregado pelos estudantes, durante longos perfodos passados, e que se refere a certos duplos astrais maléficos de pessoas mortas, [Em certos casos, o fantasma Káâma-Manásico pode converter-se na- quilo que, em Ocultismo, chama-se “o Habitante do umbral”, Este Habitante não é como aquele tão graficamente descrito em Zanoni, mas um fato real na Natureza e não uma ficção novelesca, por mais bela que possa ser. Bulwer, contudo, deve ter adquirido esta idéia de algum Iniciado oriental. Este Habitante, guiado por afinidade e atração, penetra com violência na corrente astral, através do invólucro áureo, do novo tabernáculo habi- tado pelo Ego-Pai, e declara guerra à luz inferior que o substituiu, Isso, como se pode compreender, só pode acontecer no caso de debilidade moral da personalidade assim as- sediada. (Doutrina Secreta, UI, 525] Hachoser (Hebr.) — Literalmente, “Luzes refletidas”, nome que, na Cabala, se dá aos poderes menores ou inferiores. 216

HAebdômada (Gr,)

O Setenário, [Os gnósticos tinham uma Hebdômada superior e outra inferior no céu, e uma terceira Hebdômada terrestre, no plano da matéria. (Doutri- na Secreta, 1, 483)) Hebe (Gr.) — Deusa da juventude; esposa de Héracles, o Hércules grego, com o que se chega a simbolizar que a força está geralmente unida à juventude.

Hagiocracia

O governo dos santos e puros sacerdotes, (M. Trevifo) Hahava (Sânsc.) — O quarto inferno gelado, Hahnir ou Hônir (Esc.) — Um dos três deuses poderosos (Odin, Hahnir e Lodur) que, andando pela Terra, encontraram lançadas à praia duas formas humanas, isentas de movimento, de palavra e de sentido, Odin deu-lhes alma; Hahnir, movimento e sentidos, e Lodur, aspecto florescente. Assim foram criados os homens,

Haima (Hebr,)

O mesmo que a palavra sânscrita hiranvyâ (áureo), como o “Ovo Áureo” (Hiranyâ-garbha).

Haituka (Sânsc,)

Adjetivo derivado de hetu (causa), Causado por, dependente de, causal, Como substantivo, o seguidor da filosofia mônânsá, Haivah (flebr.) — À alma humana; Manas. (P. Hoult) Hajaschar (Hebr.) — As forças Luminosas na Cabala; “Os Poderes da Luz”, que são as forças criadoras, porém inferiores. Hakem -— Literalmente, “o Sábio”, o Messias que há de vir, dos drusos ou “discf- pulos de Hamsa”,

Hakim fá)

Um doutor ou médico, em todos os países orientais, desde a Ásia Menor até a india. E também um juiz ou governador na india maometana, Halabhrit (Sâánsc.) — “Que leva um arado”, Epfteto de Balarâma, irmão mais velho de Krishna, i Halachah (Hebr.) — Nome dado às partes do Talmud que sãoargumentos ou pontos doutrinais, Esta palavra significa “regra”. (W. W. W.J) Haláyudha (Sânsc.) — “Que tem por arma uma relha de arado”, Outro epíteto de Balarâma. (Ver Halabhrit.) Ham -— Ver Ra,

Hanuká (Hebr,)

Literalmente, dedicação, consagração. Festa de luzes de oito dias de duração, que comemora a vitória dos Macabeus sobre os Selêucidas (165 a.C.) e a re- consagração do Templo de Jerusalém, Está ligada às festas do solstício e, dé certo modo, ao Natal, Hanumân (Sânsc.) — O deus-mono do Râmâyana; generalíssimo do exército de Ráâma; filho de Vâyu, deus do ar, e de uma virtuosa demônia, Hanumân era o fiel aliado de Râma e, com seu engenho e audácia sem par, ajudou o avatar de Vishnu a finalmente vencer o rei-demônio de Lanká, Râvana, que havia arrebatado a bela Si, esposa de Râma; ultraje que foi a causa da famosa guerra descrita no mencionado poema hindu. [Ver Cinocéfalo,) Hanumâna, Hanumat -— Ver Hanumân. Haoma (Sânsc.) — É o fruto proibido da Árvore do Conhecimento, (Ver Pippala.)

Hapi

Ver Cinocéfaio. Hara (Sânsc.) — Epfteto do deus Shiva e também de Agni, deus do fogo.

Harbach, Gaspar

Alquimista célebre, que, no ano 1646, foi nomeado alquimista particular do rei Cristiano IV da Dinamarca. Harcha (Sânsc.) — Alegria, gozo, deleite, prazer, contentamento, Harchana (Harshana) (Sânsc.) — Divindade que preside aos zrâddhas ou oferendas aos mortos, [O 14º yoga astronômico] Hárda (Sânsc.) — Afeto, amor, Hari (Sânsc.) — Epfteto de Vishnu, porém aplicado igualmente a outros deuses [Krishna, Indra etc, A palavra Hari deriva provavelmente de hara (extirpar, retirar, destruir) e, assim, significa “aquele que dissipa a ignorância” (Chatterji); “aquele que re- tira os obstáculos ou pecados” (Govindâchârya). Na passagem do Vishnu-Prâna citada por Bhagavân-Dãs na Ciência das Emoções, lê-se: “Quando o sábio reconhece que Hari é todos os seres... ”; entende o citado autor que Hari é o Eu Universal, do ponto de vista metafísico ou transcendental, e a mais ampla individualidade do Logos ou regente do nosso sistema cósmico, do ponto de vista empírico. Hari significa também: verde, ama- relo ou amarelado,] Hári (Sânsc.) — Espantoso, maravilhoso, encantador, embelezador, Harideva (Sânsc.) — O asterismo zrâvand, Hari-Hara (Sânsc.) — Combinação dos nomes de Vishnu e deShiva, que representa a união das duas divindades em uma só. Harikeza (Harikesa) (Sânsc.) — Nome de um dos sete raios do Sol. [Literalmente, **de cabelo amarelo”, É também um sobrenome de Shiva.) Hari-vansa (Sônsc.) — Uma parte do Mahâbhârata, um poema que versa sobre a genealogia de Hari (Vishnu). 219

Harprecht

Sábio alquimista, autor de Lâmpada de Sal dos Filósofos, obra im- pressa em 1658, que não deve ser confundida com obra homônima devida a Sendivogius, Harviri (Eg.) — Hórus, o maior; antigo nome de um deus solar; o Sol nascente re- presentado como um deus que descansa sobre um lótus completamente aberto, símbolo do Universo, Haryaswas (Sânsc.) — Os cinco e dez mil filhos de Dakcha que, ao invés de povoar o mundo, como queria seu pai, se tornaram todos yogfs, conforme os aconselhou o mis- terioso sábio Nârada, e permaneceram celibatários: “Disseminaram-se pelas regiões e não voltaram”. Isso significa, segundo a ciência secreta, que todos eles haviam se encar- nado em mortais, Tal nome aplica-se aos que naturalmente nascem místicos e solteiros e dos quais se diz que são encarnações dos Haryaswas. Hàás (Zend.) — Palavras ou frases do Avesta, Hasta (Sânsc.) — Mão. O décimo terceiro asterismo ou mansão lunar, Hastijíhva (Sânsc.) — Um nadf que chega ao olho direito. (Ráma Prasãd) 220

Havdalá (Hebr,)

Literalmente, “separação”, Cerimônia que marca o fim do Sá- bado, Havanâyus (Sânsc.) — O fogo sagrado, Havischmatas (Sânsc.) — Uma classe de Pitris, Havis (Sânsc.) — Oblação, oferenda aos deuses, especialmente grãos, soma, leite, manteiga clarificada etc. Havya (Sânsc.) — Oferenda que deve ser apresentada aos deuses. Havyavâha ou Havyavâhana (Sânsc.) — O fogo sagrado. Hayo-Bischat (Hebr.) — À “Besta”, no Zohar; o Diabo e Tentador. Esotericamen- te, nossas paixões animais inferiores, Hay-yah (Hebr.) — Um dos “Princípios” metafísicos humanos, Os ocultistas orien- tais dividem o homem nos mencionados sete princípios; os cabalistas ocidentais, confor- me nos dizem, dividem-no em apenas três, que são: Nephesh, Ruash e Neshamah. Porém, a bem da verdade, esta divisão é tão vaga e uma abreviação tão simples quanto nosso 221

Hebrón ou Kirjath-Arba

À cidade dos Quatro Cabires, pois Kirjah-Arba signi- fica “a cidade dos Quatro”, Em tal cidade, segundo a lenda, um Isarim ou Iniciado en- controu à famosa tábua esmeraldina no corpo morto de Hermes,

Hécate

À Lua considerada como uma divindade infernal; deusa da noite, da morte e do inferno, Presidia as operações mágicas e os encantamentos. (Ver Lua.)

Hefestos

O Vulcano grego. Presidia o fogo e era patrono de todos os que traba- lham os metais,

Hegira ou Héjira (do árabe hichra, fuga)

Com este nome designa-se a era mao- metana, que é contada desde o pôr do Sol do dia 15 de julho de 622, dia em que Maho- mé, temendo ser preso pelos magistrados de Meca, fugiu dali para Medina, Compõe-se de anos lunares de 354 dias, intercalando»-se onze de 355 a cada período de trinta.

Heia

Nome que os tártaros samoyedos utilizam para designar o Ser supremo.

Heimdal ou Heimdall (Esc)

Um dos Ases (deuses), sentinelas do poente de Bi- frôst, para impedir a passagem dos gigantes, (Ver Bifrôst,) 222

Helheim (Esc)

O reino dos mortos na mitologia escandinava, No Edda, Helheim rodeia o mundo de trevas setentrional, chamado de Niffheim (ou Nifelheim). Heliolatria (Gr.) — Culto solar, [Os antigos não tomavam os astros por deuses nem o Sol por Deus supremo, mas adoravam apenas o Espírito que neles residia. (Doutrina Secreta, III 333) À heliolatria é o culto primitivo instituído no mundo e chegou a ser uma prática universal, Judeus, caldeus, egípcios, gregas, persas etc., todos adoraram o Sol, embora com nomes diversos: Mitra, Apolo, Ra, Osíris, Ormuzd, Cristo etc, À reli- gião cristã baseia-se inteiramente no culto solar e lunar. (Doutrina Secreta, 1, 417) (Ver Sot.))] Helios —- Nome grego do Sol.

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