Sexta letra do alfabeto, que não tem equivalente em hebraico. É o duplo F dos eólios, que se converteu no Diganema por certas razões misteriosas, Corresponde ao phi grego, Como número latino, designa 40 e com um traço sobre a letra (F) denota 400.000. [Também no alfabeto sânscrito não existe a letra F e, embora haja a letra ph (ou p', conforme se vê na transliteração de Burnouf e Leupol)), como nas palavras phala, phena etc., tal letra não soa como o ph das línguas latina, grega, francesa, inglesa, alemã etc., nas quais tem o som de F (como nas palavras phitosophie, phonetik, phosphorus etc), mas como P, acompanhada de uma leve aspiração.)
Ver Microprosopus € Face Superior. Face Inferior ou Semblante Inferior (Cab.) — Termo aplicado ao Microprosopo, assim como “Face Superior” o é para Macroprosopo, Os dois são idênticos a Grande Face e Pequena Face. [Ver Macroprosopus.] Face Superior (Cab.) — Termo aplicado ao Macroprosopo. [Ver Macroprosopus e Face Inferior.) Faces ou Caras (cabalísticas) (ou, como em hebraico, Partzupheem) — Esta palavra refere-se comumente ao Areek-Anpeen ou “Grande Face”, ao Zeir-Anpeen ou “Pequena Face" e ao Resha-Hivrah, “Cabeça ou Face branca”, A Cabala diz que, desde o mo- mento de sua aparição (a hora da diferenciação da matéria), toda a matéria para as for- mas futuras estava contida nas três cabeças, que são uma só e têm o nome de Arfeekah Kadosha (Santos Anciões e as Faces), Quando duas faces olham uma para a outra, os “Santos Anciões” em três Cabeças, ou Atteekah Kadosha, recebem a denominação de Arcek Appayem, ou seja, “Grandes Faces”. (Ver Zohar, II, 292 a) Isso se refere aos Três Princípios superiores, cósmicos e humanos, [Ver Faces cabailísticas.)
São: Nephesch, Ruach é Neschamah, ou, em outros termos, as almas animal (vital), espiritual e Divina do homem: Corpo, Alma e Mente, Fada (Alg.) — Matéria da obra ao branco.
No início esta palavra não tinha qualquer significado pejorativo; equivalia simplesmente ao habitante dos campos ou dos bosques, ou seja, aquele que vive a grande distância dos templos da cidade e desconhece, portanto, a reli- gião do Estado e seus ritos. À palavra “gentil” (heathen, em inglês) tem significado pare- cido e designa aquele que vive nos campos (heaths, em inglês). Porém, na atualidade, os dois termos significam idólatras.
Viajante e escritor chinês dos primeiros séculos do cristianismo, que escreveu sobre o budismo, Fa-hwa-king (Chin.) - Uma obra chinesa que versa sobre cosmogonia, Faisão de Hermes (Alg.) — Nome que alguns filósofos químicos deram ao mercúrio dos Sábios, devido à sua volatilidade, que causa as diferentes cores que apresenta no curso das operações da grande obra.
Hieroglifo e emblema da alma, O sentido varia segundo as posições da ave. Assim, quando está deitada como morta, representa a transição, o estado de larva, Ou seja, a passagem do estado de uma vida para outra. Quando suas asas estão abertas, significa que o defunto ressuscitou no Amenti e se encontra uma vez mais em posse de sua alma, À crisálida converteu-se em mariposa, 184
Tudo o que pertence ao culto sexual ou de um caráter exteriormente se- xual, tais como o língam e o yoní hindus, emblemas da potência geradora masculina e feminina, que nada têm a ver com a significação obscena que lhes atribui o pensamento ocidental. À devoção a ritos fálicos é filha da interpretação da língua morta do simbolis- mo da natureza e dos conceitos grosseiramente materialistas de seu dualismo em todos os credos esotéricos, (Chave da Teosofia, 279)
Cabalista judeu, que tinha a fama de ter realizado “milagres”. Kenneth Mackenzie, referindo-se a ele, cita a seguinte passagem da obra que, sobre a Inglaterra, escreveu, em 1788, o cronista alemão Archenoiz: “Existe em Londres um homem extraordinário, que durante trinta anos foi célebre nos anais cabalísticos. Chama- se Cain Chenul Falk. Certo conde de Rautzow, que serviu à França como marechal-de- campo, certifica que viu Falk, em Brunswich, e que efetuou uma evocação de espíritos na presença de testemunhas dignas de fé”. Estes “espíritos” eram elementais, que Falk fez aparecer diante das testemunhas através de conjurações utilizadas por todos os caba- listas, Seu filho John F, Falk, igualmente judeu, era também renomado cabalista e esteve uma vez à frente de um colégio cabalístico de Londres. Era joalheiro e avaliador de dia- mantes e era um homem rico. Até hoje todo verdadeiro estudante de Ocultismo pode ler, em certa biblioteca semipública de Londres, os escritos místicos e as raras obras cabalís- ticas por ele legadas a um depositário, Os escritos autênticos de Falk estão ainda manus- critos e alguns são cifrados. Fals (Per.) — Livro astrológico de adivinhação, que os persas e quase todos os povos do Oriente consultam nos assuntos importantes da vida. Para este fim, lançam um dado e em seguida procuram em taís livros o número obtido, (Anquetil du Perron, Zend-Avesta)
Criações do pensamento; “espíritos” que residem em paragens solitárias. (Podem ser produzidos pela imaginação do homem e po- dem comunicar-se com ele.) Alucinações. (F. Hartmann) (Ver Aparecidos.) Faquir ou Fakir (Ár.) — Um asceta muçulmano da Índia, um “yogi” maometano. Este nome é aplicado frequentemente, embora erradamente, aos ascetas hindus; porém, estritamente falando, os ascetas muçulmanos são os únicos com direito a intitular-se as- sim. Esta maneira vaga de chamar as coisas por nomes gerais foi adotada em Ísis sem Véu, porém atualmente isso foi corrigido. Farbauti (Esc.) — Um gigante do Edda. Literalmente, “o remador”. Pai de Loki, cuja mãê era a giganta Laufey (ilha frondosa); genealogia que, segundo W, S. W, Anson, em Asgard e os Deuses, mostra que provavelmente o remador ou Farbauti “era... o gi- gante que se salvou do dilúvio num barco e que Laufey era a ilha em cuja direção nave- gava"”, o que constitui uma variação adicional do Dilúvio. Fargard (Zend.) — Uma seção ou capítulo de versículos do Vendidad dos parsis. Farvarshi (Masd.) — O mesmo que Ferouer ou o duplo oposto (como contrastado). Sua contraparte espiritual ainda mais espiritual. Assim, Ahriman é o Ferouer ou Far- varshi de Ormuzd — “daemon est Deus inversus" —, o Satá de Deus, Miguel, o arcanjo, “aquele que é como Deus”, é um Ferouer daquele Deus. Um Farvarshi é o lado obscuro ou sombrio de uma divindade ou seu revestimento mais obscuro. [Ver Ferouer,]
Esta palavra costuma ser empregada em dois sentidos diferentes: (a) como uma espécie de alucinação ou ilusão, que faz ver as coisas de modo muito diferente 185
Os antigos rechaçavam com razão o fatalismo, porque implica no curso cego de um poder mais cego ainda, Porém, como todos os que acreditam em Kar- ma, acreditavam no Destino (ou “caminhos da Providência”, como outros o denominam), que cada homem, desde o nascimento até a morte, vai tecendo fio a fio ao redor de si mesmo, como a aranha a sua tela. O Destino é guiado pela voz celeste do Protótipo, que está fora de nós, ou melhor, por nosso mais Íntimo homem astral ou interno, que, com demasiada frequência, é o gênio mau da entidade encarnada, que se chama homem. Um e outro levam atrás de si o homem exterior, porém deve prevalecer um dos dois e, desde o princípio da luta invisível, a rígida e inexorável Lei da Compensação surge e empreende seu curso, seguindo fielmente as flutuações da peleja. Uma vez tecido o último fio, o homem encontra-se aparentemente envolto na rede de sua própria obra, ficando com- pletamente sob o império do Destino, que ele próprio lavrou, e então esse Destino a ele se fixa, como o marisco na rocha imóvel, ou o arrasta como uma pluma, no torvelinho levantado por suas próprias ações, e esse é o Karma. (Doutrina Secreta, 1, 700) (Ver Karma.) Fate-ha (Ár.) — Esta palavra significa princípio e € o nome dadopor Mahomé ao primeiro capítulo de seu Korão. É uma oração muito comum entre Os maometanos como o é a oração dominical entre os cristãos.
Um dos nomes dados a Diana ou à Lua (irmã de Febo). Febo-Apolo (Phoebus- Apollo) (Gr.) — Apolo, considerado como Sol, “a luz da vi- da e do mundo”. Februales ( Lar.) — Festas expiatórias celebradas antigamente pelos romanos, no mês de fevereiro, em honra de Juno e Plutão, para apaziguar as almas dos defuntos, ou me- lhor, para tornar propícios os deuses infernais. Fecundação -— À oculta e positiva conexão da Lua com a fecundação é desconheci- da dos fisiólogos, que consideram como superstição grosseira todas as crenças populares referentes a esse assunto, Tal “superstição” pertence às crenças dos antigos e também ao judaísmo, base do cristianismo. De fato, as deusas lunares relacionavam-se, em todas as mitologias e especialmente na grega, com o parto, devido à influência que exerce sobre a mulher e a concepção, Para os israelitas, a principal função de Jehovah era a de gerar fi- lhos e o esoterismo da Bíblia, interpretada cabalisticamente, prova, de modo irrefutável, que o Sancta sanctorum do Templo era simplesmente o símbolo da matriz, o que hoje está provado, sem sombra de dúvida, pela leitura numérica da Bíblia em geral e do Gêne- se, em particular. Certamente esta idéia foi tomada pelos judeus dos egípcios e dos hin= dus, cujo Santo dos Santos é simbolizado, na grande Pirâmide, pela Câmara do Rei, e pelos símbolos do yoni do hinduísmo exotérico, (Doutrina Secreta, 1, 284)
Os romanos divinizaram esta qualidade admirável, que perpetua a linguagem humana, e a representaram sob diversos símbolos: algumas vezes, como uma mulher que leva na mão esquerda um corno da abundância e, com a direita, conduz uma criança; outras vezes pintavam-na quase nua, ao pé de uma árvore, apoiando o braço es- querdo sobre uma cesta de frutas e rodeando, com o direito, um globo adornado de es- trelas, ao redor do qual havia quatro crianças de tenra idade, 186
À palavra inglesa witch (bruxa, feiticeira) é derivada da palavra an- glo-saxônica wicce e da alemã wissen (saber, conhecer) e wikken (adivinhar), Inicialmente as feiticeiras eram chamadas de “mulheres sábias”, até o dia em que à Igreja empe- nhou-se em seguir a lei de Moisés, que condenava toda “bruxa” ou feiticeira à morte. [Ver Magia e Magia Negra.)
Ave fabulosa, do tamanho de uma águia, que, depois de uma longa vida, consumia-se a si própria através do fogo e renascia de suas próprias cinzas. É o símbolo da ressurreição na Eternidade, na qual a Noite segue-se ao Dia e o Dia à noite; alusão aos ciclos periódicos de ressurreição cósmica e reencarnação humna, A Fênix vive mil anos, em cujo término, acendendo um fogo flamejante, consome-se a si própria. Após renascer de suas próprias cinzas, vive outros mil anos, e assim até sete vezes sete, “Sete vezes sete” ou quarenta e nove constituem uma alegoria transparente e uma alusão aos quarenta e nove Manus, às sete Rondas, e as sete vezes sete aos sete ciclos humanos em cada Ronda verificada em cada Globo, (Doutrina Secreta, 1, 331 e 11, 652)