Glossário Teosófico

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Verbetes: X

X

Esta letra é um dos símbolos importantes da filosofia oculta. Como número, X. representa, nas matemáticas, a quantidade desconhecida; na numerologia oculta, re- presenta o número perfeito 10; quando este signo é colocado horizontalmente, >< , sig- nifica 1.000: o mesmo signo com um traço, Sé representa 10,000, e por si só, na sim- bologia oculta, é o Logos de Platão (o homem como microcosmo) cruzado no espaço sob a forma da letra X. À cruz dentro do círculo && tem, além disso, um significado ainda mais claro na filosofia aculta oriental: é o HOMEM dentro de seu próprio invólucro esfé- rico. Em sânscrito esta letra não existe, porém, há uma letra dupla, composta de K e CH (como nas palavras Kchatriva, Kchamí, Kchtra ete., que, na transliteração de Burnouf é expressa pela letra X. Xantos (Gr.) — O mesmo que Escamandro, Rio«deus que dourava, segundo os anti- gos, o tosão das ovelhas que bebiam suas águas. (Ver Tosão de Ouro.)

Xeni nephidei (Ocuít,)

Espíritos elementais que dão aos homens poderes ocultos sobre a matéria visível e se alimentam de seu cérebro, tornando-os, por isso, frequente- mente loucos. (Eles ajudam os médiuns físicos a levantar objetos materiais sem qualquer meio visível.) Um grande número de médiuns de efeitos físicos enlouqueceu. (F, Harr- mann)

Xenófilo

Um Adepto e filósofo pitagórico, a quem Luciano (De Macrob.) Plínio é outros dizem ter atingido à idade de 170 anos, conservando até o fim suas faculdades. Escreveu sobre música e, por isso, o chamavam de “o Músico", Xeromirum (Alg.) — Ungúiento dessecativo. Xir (Aiq.) — Matéria da obra ao negro, ou em putrefação. Xissium (Alg.) — Vinagre, Xisusthrus ou Xisuthrus (Gr) —- O Noé caldeu nas tabuíinhasassírias, que é assim descrito, por Beroso, segundo Alexandre Polyhistor: “Depois da morte de Ardates (o nono), seu filho Xisusthrus reinou dezoito sari, Neste período ocorreu um grande dilé- vio.” Advertido do cataclismo próximo, por sua divindade, em uma visão, Xisusthrus re- cebeu, dessa divindade, a ordem de construir uma arca, para conduzir dentro dela seus parentes, juntamente com todos os diversos animais, aves etc., e de confiarem-se às Águas invasoras. Obedecendo à advertência divina, Xisusthrus, segundo reza a história, fez precisamente o que Noé fez milhares de anos depois, Soltava as aves da arca, que a ela voltavam. Passados alguns dias, soltou-as novamente e elas regressaram com as patas cobertas de lodo; na terceira vez, as aves não regressaram, Encalhado no alto de uma elevada montanha armênia, Xisusthrus desce e constrói um altar aos deuses, Somente aqui surge uma divergência entre a lenda politeísta e a monoteísta. Xisusthrus, após adorar e dar graças aos deuses por sua salvação, desapareceu €e seus companheiros “não o viram mais”, A história nos informa que, devido à sua grande piedade, Xisusthrus e sua família foram levados a viver com os deuses, como ele mesmo disse aos sobreviven- tes. Pois, embora seu corpo tenha desaparecido, sua voz foi ouvida no ar, dizendo, após inteirá-los do ocorrido, para que voltassem à Babilônia e dessem o devido respeito à virtude, à religião e aos deuses. Isto é mais meritório do que plantar videiras, embriagar- se com o sumo de seus cachos e maldizer seu próprio filho. (Ver Sisthrus e Dilúvio.) Xoites (Eg.) — Nome do Baixo Egito. (Pierret, Dict. dArch. Egypt.) Xylagium (Alq.) — Madeiro Santo. Xylocassia (Alg.) — Pau de canela, 753

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