Quinta letra do alfabeto inglês. O he (suave) do alfabeto hebraico torna-se um E no sistema Ehevi de leitura de tal língua. Seu valor numérico é cinco e seu simbolismo é uma janela. Na Cabala, a matriz. Na ordem dos nomes divinos, representa o quinto, Hadoor ou o *majestoso” e o “esplêndido”. [Em sânscrito, E é uma vogal composta de a, i; assim, a palavra Karmendriya decompõe-se em Karma-indriva; deveza em deva-tza. Por essa razão é considerada como vogal longa e alguns sanscritólogos (Burnouf, Leupel € Outros) escrevem-na sempre com o sinal característico de tais vogais: é.)
Também chamado de Hea. Segundo deus da primitiva Trindade babi- lônica, composta de Anu, Hea e Bel, Era o “Fautor do Destino”, “Senhor do Abismo”, “Deus da Sabedoria e do Conhecimento” e “Senhor da Cidade de Eridvu”. Ebionitas (Hebr.) — Literalmente: “os pobres”, À primitiva seita de judeus cristãos, Oposta aos nazarenos, que constitufam a outra seita. Já existiam antes que o nome “cris- tão” fosse ouvido, Muitas das relações de lassou (Jesus), o asceta adepto ao redor do qual se formou a lenda de Cristo, eram entre os Ebionistas, Como a existência desses as- cetas mendigos parece remontar a pelo menos um século antes do Cristianismo crono- lógico, esta é mais uma prova de que lassou ou Jeshu viveu durante o reinado de ÁAle- xandre Janeu, em Lyd (ou Lud), onde foi condenado à morte, como consta no Sepher Toldos Jeshu., [Os Ebilonistas, nome derivado de seu chefe Ebion (que significa pobre), intitulavam-se discípulos de São Pedro e rechaçavam São Paulo, por ser ele de origem Judia, mas que clamava contra a circuncisão e a lei.) Eblis (Ár.) — Nome que os maometanos dão ao Diabo, Era chefe dos yins ou Jinns (ver) e foi lançado do céu porque, tendo sido formado de fogo ctéreo, negou-se a adorar a Adão, que foi feito de barro,
Famosa cidade da Média, que parece ocupar um lugar entre as sete maravilhas do mundo. Draper, em sua obra Conflitos entre a Religião é a Ciência, cap. 1, assim a descreve: “... À fresca residência de verão dos reis da Pérsia era defendida por sete muralhas circulares, feitas de pedra lavrada e polida, das quais as interiores eleva- vam-se sucessivamente a alturas maiores e eram de cores diferentes, em conformidade astrológica com os sete planetas. O palácio era coberto com telhas de prata, suas vigas eram revestidas por pranchas de ouro, À meia-noite os salões eram iluminados por mui- tas fileiras de archotes de nafta, que rivalizavam com a luz do Sol, Um paraíso, local de recreio dos monarcas asiáticos, estava plantado no centro da cidade. O império persa era verdadeiramente o jardim do mundo”,
Ver Equidna. Echod, Echad (Hebr.) — “Um” masculino, aplicado a Jehovah, Eclipse do Sol e da Lua (Alg.) — Os Filósofos Químicos dizem que o Sol e a Lua eclipsaram-se quando sua matéria encontra-se em total dissolução e se assemelha à resi- na fundida; uma vez que chamam sua matéria de So! e Lua é que, no estado de putrefa- ção, que é um estado de trevas, sua matéria perdeu o brilho.
Literalmente, “bisavó” dos cantos escandinavos, O bispo Brynjúld Sveinsson colecionou-os e publicou-os em 1643. Há duas coleções de Sagas (poemas] traduzidos pelos S&kaldas [poetas errantes] do Norte e há dois Eddas. O primitivo é de 159
Aquele que adivinha através dos elementos do ar, da terra, da água e do fogo, (F. Hartmann) Éden (Hebr.) — “Delícia”, prazer. No Gênese é o “Jardim das Delícias”, costruído por Deus; na Cabala, o “Jardim de Delícias” é um lugar de Iniciação nos Mistérios, Os orientalistas identificam o Eden com um lugar que estava situado na Babilônia, na região de Karduniyas, também chamado de Gan-dunu, que é quase idêntico ao Gan-eden dos judeus. (Ver as obras de Sir H. Rawlinson e G, Smith.) Tal região era regada por quatro rios: Eufrates, Tigris, Surappi e Ukni. Os dois primeiros foram adotados sem qualquer alteração pelos judeus; os dois últimos foram provavelmente transformados em “Gihon e Pison”, para ter algo de original. O que vem a seguir são algumas das razões, dadas pelos assiriólogos, para a identificação do Éden, As cidades da Babilônia, Larancha e Sippara, foram fundadas antes do Dilúvio, segundo a cronologia dos judeus, “Surippak era a ci- dade da arca; a montanha oriental do Tigris era o local de permanência da arca; a Babilô- nia era o local da Torre e Ur, dos caldeus, era o local do nascimento de Abraão.” E como Abraão, “primeiro caudilho da raça hebraica”, emigrou de Ur para Harrán, na Síria, e dali para a Palestina, os mais reputados assiriólogos acham que isso é uma prova de “muita evidência a favor da hipótese de que a Caldéia era o ponto de origem daquelas histórias (da Bíblia), e que os judeus receberam primitivamente dos babilônios”. Edom (flebr.) — Reis edomitas. Um mistério profundamente escondido deve ser descoberto na alegoria dos sete Reis de Edom, “que reinaram na terra de Edom, antes que ali reinasse qualquer rei sobre os filhos de Israel”. (Gênese, XXXVI, 31). À Cabala ensina que esto reino era “de forças desequilibradas” e necessariamente de caráter instá- vel, O mundo de Israel é uma imagem da condição dos mundos que passaram a existir subseqiientemente ao período posterior ao do estabelecimento do equilibrio, (W. W. W.) Por outro lado, a filosofia esotérica oriental ensina que os sete Reis de Edom não são imagem de mundos fenecidos ou de forças em desequilíbrio, mas símbolo das sete Raças- mães humanas, quatro das quais desapareceram, a quinta está passando e duas ainda es- tão por vir. Embora expressa na linguagem de véus esotéricos, a indicação que há no Apocalipse de São João é bastante clara, quando, no cap. XVII, 10, diz: “E são sete Reis; os cinco caíram e um (o quinto, ainda) é e o outro (a sexta Raça-mãe) ainda não veio...” Se todos os sete Reis de Edom tivessem perecido como mundos de “forças não-equili- bradas”, como poderia o quinto existir ainda e o outro ou outros “não terem chegado ainda”? Na Cabala sem Véu, lemos à p. 48: “Os sete Reis morreram e suas possessões foram desbaratadas”, e uma nota ao pé da página reafirma tal observação, dizendo: “Estes sete Reis são os Reis edomitas”", Edris ou LIdris (Ár.) — Significa “o Sábio”, Epíteto que os árabes aplicam a Enoch. Éfeso (Gr.) — Cidade famosa por seu Grande Colégio de Metafísica, onde o Ocul- tismo (Gnosis) e a filosofia platônica eram ensinados nos dias do apóstolo São Paulo. 160
Ver Briareu. Egkosmioli (Gr.) — “Os deuses intercósmicos, cada um dos quais preside um grande número de demônios, aos quais comunicam seu poder e o mudam de um para outro conforme sua vontade”, diz Proclo, e acrescenta: o que é ensinado na doutrina esotérica. Em seu sistema, tal autor apresenta as mais elevadas regiões, desde o zênite do Universo até a Lua, pertencentes aos deuses ou Espíritos planetários, segundo suas classes e hie- rarquia. Os mais elevados entre eles eram os doze Huper-ouranioi, os deuses superce- lestes. Depois destes, em hierarquia e poder, vinham os Egkosmioi. Ego (Lat.) — “Eu”; a consciência no homem de “Eu sou Eu”, ou seja, o sentimento da qualidade ou condição de “Eu sou”, A filosofia esotérica ensina a existência de dois Egos no homem, o mortal ou pessoal € o superior, divino e impessoal, Ao primeiro de- nomina-se “Personalidade” e ao segundo “Individualidade”.
Ego divino, alma espiritual ou Buddhi, em estreita união com o Manasou princípio mental, sem o qual não é Ego de modo algum, mas somente o vef- culo do Átman. (Chave da Teosofia, p. 176, ed. inglesa)
O homem físico em união com seu eu inferior, isto é, as paixões, os desejos, os instintos animais. É chamado de “falsa personalidade” e consiste no Manas inferior combinado com o Kâma-râipa e que trabalha através do corpo físico e seu fantasma ou duplo. (Chave da Teosofia, 176) o Ego mortal ou pessoal, ou seja, o Kâma-Manas. (Ver Ego.) Ego sum qui sum (Lar.) — “Eu sou o que sou”. Axioma da filosofia hermética.
É o Manas ou “quinto” Princípio, assim chamado inde- pendentemente do Buddhi, O princípio mental é o Ego espiritual apenas quando unifica- do com o Buddhi. É a Individualidade permanente, o Ego que se reencarna. (Chave da Teosofia, 176) Éo Ego divino, impessoal, individual e imortal.
Palavra derivada de Ego. Egoidade significa “individualidade”, nunca “personalidade”, e é o contrário de “egofsmo”, o distintivo por excelência da personali- dade.
Amor excessivo e imoderado que se tem a si próprio e que faz atender unicamente ao interesse próprio, sem se preocupar com o bem alheio, (Ver Egoidade.)
Em linguagem comum este nome é dado ao costume de dar demasiada importância a tudo o que se refere à própria pessoa e algumas vezes o egotismo é con- . fundido com o egoísmo, Na linguagem filosófica oriental, tal termo equivale a Ahankâra, derivada do termo Aham (eu), e significa; consciência do eu ou ser pessoal. É o princípio em virtude do qual adquirimos o sentimento da própria personalidade, a noção ilusória de que o não-Eu (corpo, matéria etc.) é o Eu (Espírito), isto é, que somos, trabalhamos, go- zamos, sofremos etc., sendo todas essas ações referidas ao Eu, que é inativo, imutável e mero espectador de todos os atos da vida. Tal princípio, produto direto do Buddhi, 161
É o plural de Eidolon. Eidolon (Gr.) — Tem o mesmo significado daquilo que denominamos fantasma hu- mano, a forma astral, (Imagem, sombra.) Eka (Sânsc.) — “Um”, “único”. É também um sinônimo de Mahar, a Mente Univer- sal, como princípio da Inteligência, O “Dragão de Sabedoria” é o Um, o Eka ou Saka. É curioso que o nome de Jehovah fosse também Um, Achad. “Seu nome é Achad"”, dizem os rabinos... O Um e o Dragão são expressões usadas pelos antigos em conexão com seus respectivos Logoi. (Doutrina Secreta, 1, 102) Ekabhakti (Sânsc.) — Devoto de um só; que não adora outro que não o Um (o Deus . único). Ekachara (Sânsc.) — “Que vai ou vive só"; solitário. Eka-chárin (Sânsc.) — “Que vai ou vive só", Um seguidor de Buddha. Também se dá este nome ao Pratyeka-Buddha (ver). Eka-chitta (Sânsc.) — “Que tem um só pensamento”, À fixação ou concentração do pensamento num único objeto. Ekâgra (Sânsc.) — Fixo, atento ou concentrado num só objeto. Ekagrata(s) (Sânsc.) - Com a atenção fixa num objeto único. (Aforismos de Patah- jali, III, 12) Ekàã-hansa (Sânsc.) — Literalmente, “o único Hansa” (ver). Eka-ja (Sánsc.) — Literalmente, “nascido uma só vez". O indivíduo da casta zudra (a inferior), em contraposição ao Dvi-ja (ou “duas vezes nascido”). Ekajâtipratibaddha (Sânsc.) — Literalmente, “ligado por um só nascimento”. Aquele que não deve voltar mais a este mundo, por estar, desde então, livre da reencar- nação. Ekákàra (Sânsc.) — “De uma só forma"; uniforme ou que nunca muda de forma; sem divisões. (Bhagavân Dás) Ekâkchara (Sânsc.) — Aquele ou o único imortal; uma só sílaba; monossilabo; o monossílabo (a palavra sagrada Om). Ekâkin (Sánsc.) — Só, solitário. Ekfi-manas (Sánsc.) — Que fixa a mente num só objeto, (P. Hoult) Ekana-rôpa (Sânsc.) — O Um (e os Muitos) corpos ou formas; termo aplicado pelos Purânas à Divindade, 162
Autor hebraico que compôs diversas obras, das quais apenas algumas foram impressas e outras permaneceram manuscritas, Delas pode-se indicar um Tratado da Alma (citado por Pico de la Mirandola) e um Comentário Cabalístico sobre o Pentatenco. Electrum magicum (Lat.) — Uma composição de sete metais feita segundo certas regras e influências planetárias. Preparação de grande poder mágico e com à qual se po- de fabricar espelhos, anéis mágicos e muitos outros objetos. (EF. Hartmann) Elefanta -— Uma ilha próxima a Bombaim, Índia, na qual se encontram, em bom es- tado de conservação, as ruínas do templo cavernoso de tal nome. É um dos mais antigos do país e é verdadeiramente uma obra ciclópica, embora J. Fergusson tenha-lhe negado uma grande antiguidade, Elei ou Eleixir (Alg.) — Medicina Hermética ou ouro potável. Eleisir (Alg.) — Elixir Filosófico ao branco. El-Elion (Hebr.) — Um nome da Divindade tomado pelos judeus do Elon fenício, que é um nome do Sol.
Espíritos dos Elementos. Criaturas desenvolvidas nos quatro reinos ou elementos: terra, ar, fogo e água, São denominados, pelos cabalistas, de Gnomos (os da terra), Silfos (os do ar), Salamandras (os do fogo) e Ondinas (os da água). Exceto al- Buns poucos, que pertencem a espécies superiores e seus regentes, são antes forças da 163
Na Antiguidade, Aristóteles admitiu apenas quatro elementos, chama- dos fogo, ar, água e terra; princípios incorpóreos conectados com as quatro grandes di- visões de nosso mundo cósmico, À Ciência Oculta reconhece sere elementos cósmicos, quatro dos quais inteiramente físicos e o quinto (éter) semimaterial, que se tornarão visf- veis no ar até o fim de nossa quarta Ronda. Os dois restantes encontram-se ainda fora dos limites da percepção humana, porém surgirão como pressentimentos, durante a sexta e a sétima Raças da atual Ronda, e serão plenamente conhecidos nas sexta e sétima Ron- das respectivamente. Estes sete elementos, com seus inumeráveis subelementos, são sim- plesmente aspectos e modificações condicionais do único Elemento, origem de todos eles e em cuja raiz encontra-se a Divindade (Doutrina Secreta, 1, 40, 498 etc.). À estes ele- mentos refere-se o parág. 4º da Estância VI do Livro de Dzyan (Cosmogênese). Cada um dos cinco elementos atualmente conhecidos está relacionado com sua ordem corres- pondente de elementais (Salamandras, Silfos etc.) e com sua respectiva divindade (Indra, Agni etc). (Ver Elementais.) A filosofia Sânkhya afirma que o mundo exterior é constituído por cinco fatores chamados elementos sutis ou primários (tanmáâátras), correspondentes aos cinco sentidos e designados pelos seus nomes, Estes cinco elementos sutis combinam-se entre si, produ- zindo os cinco elementos grosseiros ou compostos (mâhnâbhãârtas), 08 quais, combinan- do-se entre si, formam o mundo material. Temos, pois, os cinco elementos sutis de audi- ção, tato, visão, paladar e olfato e, por outro lado, os cinco elementos grosseiros deno- minados éter (Gkása ou kha), ar (vâvu ou anila), fogo (tejas ou agnt), água (apas ou jala) &€ terra (bh ou prithivD), que correspondem respectivamente aos cinco sentidos, ou seja: o éter ao ouvido, o ar ao tato, o fogo à visão, a água ao paladar e a terra ao olfato, E pre- ciso, contudo, advertir que cada elemento grosseiro afeta não só a seu sentido corres- pondente, mas também aos demais, pelo fato de ser composto, embora em grau menor, (Ver Filosofia Sânkhva.) Além da classe de elementos naturais acima referida, há os elementos artificiais ou formas de pensamento, assim chamadas porque são formas dadas a uma porção de essên- cia elemental pelos pensamentos da humanidade e podem operar sobre o homem de ma- neira benéfica ou maléfica, segundo a natureza de tais formas mentais.