Ver facco. Ilacco (Tacchos) (Gr.) — Sinônimo de Baco. A mitologia menciona três personagens com este nome; eram ideais gregos adotados posteriormente pelos romanos. À palavra Tacchos, segundo se afirma, é de origem fenícia e significa “um menino no peito”, Vários monumentos antigos representam Ceres ou Demeter com Baco em seus braços, Houve um lacco, chamado Tebano e Conquistador, filho de Júpiter e Semele; sua mãe morreu antes que nascesse e ele foi retido durante algum tempo no corpo de seu pai; foi morto pelos titãs. Houve um outro que era filho de Júpiter, como um Dragão, e de Perséfone, e chamava-se Zagreu, Um terceiro era laco de Elêusis, filho de Ceres, e é importante por ter aparecido no sexto dia dos Mistérios eleusinos. Alguns autores encontram certa ana- logia entre Baco e Noé, ambos cultivadores da videira e patronos dos excessos alcoóli- cos. (W, W, W.) Iacco (lacchus) é, além disso, lao, Yâho ou Jehbovah, (Doutrina Secreta, 11, 482)
Um grande sábio e filósofo judeu, que viveu na Espanha, no séc, XI, Era igualmente conhecido pelo nome de Avicebron (ver), [Ver GebiroL] Fbrahim (Ár.) -— Nome através do qual os maometanos designam a Abraão.
Filho de Dédalo; foi encerrado juntamente com seu pal, pelo rei Minos, no Labirinto de Creta, do qual conseguiram escapar através de asas coladas com cera, Dé- dalo recomendou a seu filho que não voasse muito alto; porém Ícaro, esquecendo o pru- dente conselho, voou tão alto e tão próximo ao Sol que o calor deste derreteu a cera, desprendendo-se as asas e fazendo o infeliz cair ao mar, À alegoria é bastante clara para maiores explicações. (Herm,) Dédalo e Ícaro são o símbolo da parte fixa do magistério, que se volatiliza. Dédalo representa o primeiro enxofre, de onde nasce o segundo, que, depois de ser sublimado no alto do vaso, recai no mar dos filósofos. O labirinto onde es- tavam encerrados é o símbolo da matéria em putrefação. Icha (Sânsc.) — O mês âázvina, que compreende parte de setembro e de outubro de nosso calendário, Iechanyâ (Sânsc.) — Ver Ishanyã. Ichatva (Sánsc.) — O poder de criar ou de fazer surgir. Tehehhã (Sânse.) — Vontade ou poder da vontade, [Desejo, apetite]. Ichehhâ-nivritti (Sânsc.) — Cessação ou extirpação do desejo, Ichchhâ-sagti (Sânsc.) — Poder da vontade; força do desejo; uma das [seis] forças ocultas da Natureza, O poder da vontade que, exercitado nas práticas do Ocultismo, en- gendra as correntes nervosas necessárias para pôr em movimento certos músculos e pa- ralisar outros. Ichma (Sânsc.) — Desejo, Epíteto de Kâma. Ichta (Sânsc.) (particípio passado de ich.) — Desejado, apetecido, solicitado; favorá- vel, próspero etc, Ichta (Sânsc.) (particípio passado de yaj) — Sacrificado, oferecido; adorado, venera- do etc, Ichta-kâmaduh (Sânsec.) (1. kâmadhuk, no nominativo) — O que depara (ou faz sair) o objeto apetecido; o cornu copidge, a vaca da abundância ou vaca de Indra, da qual po- dia-se extrair tudo o que apetecesse, Segundo Davies, era uma representação da Terra, tão rica e variada em produtos, (Ver Bhagavad-Gitá, III, 10) Ichtapúrta (Sânsc.) — Ato que implica em sacrifício e caridade; ato piedoso de li- beralidade, tal como plantar uma árvore, abrir um poço etc, Ichthus ou Ichthys (Gr.) — Peixe. O símbolo do Peixe é fregitentemente relaciona- do com Jesus, o Cristo do Novo Testamento, em parte porque as cinco letras que 239
Literalmente, “destruidor de imagens”. Este qualificativo é aplicado aos que se opõem ao culto dos ídolos ou imagens e, especialmente, aos do princípio da Igreja Oriental, quê desde o séc, VIII opuseram-se ao uso de imagens sagradas ou, pelo menos, a tributar honrar religiosas a estas. Ida (Esc.) — As planícies de Ida, onde os deuses se congregam para celebrar o con- selho, no Edda. O campo de paz e repouso. [Ver Midgard.) Idâ (Sânsc.) — O nãdi (nervo, vaso ou corrente nervosa) que se estende na parte es- querda do corpo e vai para a narina esquerda; o nervo simpático esquerdo, (Râma Pra- são) Este nádi distribui-se desde a planta do pé esquerdo para cima, até o “lótus de mil pétalas” (Sahasrára) no vértice da cabeça. (K. Laberi, Comentário do Uttara-Gitá) Par- te, como o Pingalâ (ver), de um ponto sagrado, situado sobre a medula oblonga, conhe- cido pelo nome de Triveni, (Doutrina Secreta, III, 547) (Para maiores detalhes, ver Ráma Prasãd, “As Forças Mais Sutis da Natureza”, cap. IV) Idà ou 11â (Sânsc.) — Esposa e filha de Vaivasvata Manu, de quem “ele engendrou a raça dos Manus"", Diz-se, nas lendas exotéricas, que Manu Vaivasvata, desejoso de criar filhos, instituiu alguns sacrifícios a Mitra € a Varuna; porém, por erro do sacerdote ofi- ciante, só obteve uma filha, Idã ou lá, Então, “através do favor de ambas as divinda- des”, seu sexo foi mudado e ela se converteu em homem, Sudyumna. Depois tornou-se mulher outra vez e assim sucessivamente, acrescentando a fábula que Shiva e sua esposa compraziam-se com que “ela fosse homem durante um mês e mulher no outro”, o que está diretamente relacionado com a terceira Raça-mãe, cujos homens eram andróginos. (Doutrina Secreta, 11, 151, 156 etc.)
Imenso período de tempo, constituído por cem anos de Brah- mã (Para ou Mahâá-kalpa), equivalente a 311,040,000,000,000 de anos solares. (Ver Anos de Brahmã e Yuga.)
Os antigos dividiam o ciclo de vida em Idades do ouro, da prata, do bronze e do ferro, À do ouro era uma idade de pureza, de simplicidade primitiva e de felicidade geral. [O Kritayuga ou primeira idade do mundo,] 240
Ver Kali-vuga. Idalan (Esc.) — Um lugar do céu, onde se encontra o palácio de Uller, (Eddas) Idam (Sânsc. — “Este”. Alusão a esta Terra, em contraposição a Aquele e aos pla- nos ou mundos, que estão mais além ov por cima dela. Iddhi (Pál.) — Sinônimo da palavra sânscrita Siddhi (ver), Iddhividhanânãà (Sánsc.) — O ramo da ciência que estuda o desenvolvimento de certos poderes latentes e a aplicação de alguns dos segredos da Natureza que permitem operar fenômenos que o vulgo qualifica de milagrosos. (Olcott, Catec. Búddhico, p. 104) Ideação cósmica (Ocult.)— É o Pensamento eterno, impresso na Substância, ou Es- pírito- matéria, na eternidade; Pensamento que se torna ativo no início de cada novo ciclo de vida, [É um dos aspectos do Absoluto. Não pode manifestar-se como Consciência in- dividual independentemente da Substância Cósmica, visto que necessita para isso de um veículo material. (Doutrina Secreta, 1, 43) É um reflexo da Mente Universal. Fohar É a energia dinâmica e o mensageiro da Ideação Cósmica.)
Literalmente, “adoração própria”, Amor desordenado e excessivo a si mesmo. Idises (Esc.) — O mesmo significado de dises, fadas, walquírias, as mulheres divinas das lendas escandinavas. Eram adoradas pelos teutônicos, antes do tempo de Tácito, co- mo indica este escritor.
Culto aos ídolos; adoração de imagens, de figuras antropomórficas ou humanas, Os Mistérios do céu e da Terra, revelados à terceira Raça, por seus instrutores celestiais, nos dias de sua pureza, tornaram-se um grande foco de luz, cujos raios foram- se debiitando necessariamente, à medida em que iam sendo difundidos num terreno im- próprio por ser demasiado material. Entre as massas, tais Mistérios degeneran: em feiti- çaria, tomando, com o tempo, a forma de religiões exotéricas, de idolatria cheia de su- perstições (Doutrina Secreta, 11, 294), é o povo, ao invés de adorar ao Ser Supreino em espírito e em verdade, rendeu culto a imagens grosseiras, forjadas segundo sua própria fantasia, De uma idéia de pura abstração, unicamente perceptível para a intelivência mais elevada, fizeram fdolos toscos, que falavam apenas aos sentidos de um vulgo ignorante, materializado e corrompido. Segundo diz o autor do Dicionário Filosófico, Horácio fazia falar uma estátua de Prfapo e fazia-a dizer: “Em outro tempo, eu era um tronco de fi- gueira; um carpinteiro, não sabia se faria de mim um deus ou um banco; finalmente, de- cidiu-se a me fazer um deus”, Um populacho grosseiro é supersticioso, que não racioci- nava, que não sabia nem duvidar nem negar nem crer, que la ao templo por pura ociosi- dade e porque ali os pequenos são iguais aos grandes, que levava suas oferendas por costurne, que sem cessar falava de milagres sem haver examinado algum e que não estava quase em nível superior ao das vítimas que conduzia; este populacho podia muito bem, à vista da grande Diana de Éfeso e de Júpiter Tonante, sentir-se tocado por um terror rc- ligioso e adorar, sem saber, a própria estátua. Coisa parecida costuma acontecer em nossos tempos com o povo fanático, grosseiro e sem instrução, 241
Estátua ou pintura de um deus pagão ou de um santo da Igreja Romana, ou então um fetiche das tribos selvagens. — Idospati (Sânsc.) — O mesmo que Nárâyana ou Vishnu; de certos pontos de vista, parece-se com Poseidón. Idra Rabba (Hebr.) —“A Santa Assembléia Mayor", uma divisão do Zohar.
Ver Edris, Iduna (Esc.) — À deusa imortal da juventude. Filha do anão Iwaldi, O Edda diz que ela ocultou a “vida” no abismo do oceano e que, em seu devido tempo, restituíu-a à ter- ra. Era esposa de Bragi, deus da poesia, o que é um mito belíssimo. Como Heimdal, “nascido de nove mães”, Bragi, ao nascer, eleva-se sobre a crista da onda vindo do fun- do do mar. (Ver Bragi.) Casou-se com Iduna, a deusa imortal, que o acompanha ao Às- gard, onde a cada manhã alimenta os deuses com as maçãs da juventude eterna e da saú- de, (Ver Asgard e 05 Deuses.) [Ver também Anão da Morte e waldi,) Idwatsara (Sânsc.) — Um dos cinco períodos que formam o Yuga. Este ciclo é o ci- clo védico por excelência, que é tomado como base para o cálculo dos ciclos maiores. Idya (Sânsc.) — Laudável, adorável, digno de veneração.
Esta seita chegou à Síria procedente de Basrah, Pra- ticam o batismo, acreditam nos arcanjos, porém, ao mesmo tempo, veneram à Satã, Seu profeta lezad, que precedeu a Mahomé em muitos séculos, ensinou que um mensageiro trar-lhes-ia do céu um livro escrito desde a eternidade. Wing (Esc.) — O rio largo que separa o Asgard, a mansão dos deuses, daquela dos Jotuns, 08 grandes e poderosos magos. Sob o Asgard estava o Midgard, onde, no éter ra- diante, encontrava-se a morada dos Elfos de Luz, Em sua disposição e ordem de locali- zação, todas essas mansões correspondem ao Deva-loka e a outras regiões dos hindus, habitadas pelas diversas classes de deuses e asuras. Igaga (Cald.) — Anjos celestes, o mesmo que Arcanjos. Igigi- Ver Igaga. Ignis (Lar.) — O mesmo que o sânscrito Agni (fogo). Ignis Leonis (Alg.) - Fogo do enxofre dos Sábios. Ignis Pruinus Adeptus (Alg.) — Quintessência do vitriol retificada com o tártaro, (Planiscampi)