Vigésima quinta letra do alfabeto inglês e décima do hebraico: o Yod. É a linera Pythagorae, letra pitagórica e o símbolo que significa os dois ramos, ou sendas de virtude é vício, respectivamente, que conduzem a direita para a virtude e à esquerda para o vício. No misticismo cabalístico hebreu, é o membro fálico e, além disso, como número, é o dez, 0 número perfeito, Simbolicamente, é representado por uma mão com o dedo in- dicador dobrado. Sua equivalência numérica É dez. [É a gquadragésima letra e primeira semivogal do alfabeto sânscrito.] [Num aparente paradoxo, corresponde (macroscopi- camente) ao signo de Virgem e ao arcano X do Tarô.) Ya (Sânsc.) — Sufixo que forma nomes abstratos neutros (como bálva, natureza, condição essencial), adjetivos qualificativos etc. Yâdas (Sánsc.) — Monstro marinho, animal aquático ou marinho. Yâdava f(Sânsc.) — “Filho ou descendente de Yadu”, da grande raça em que nasceu Krishna. O fundador dessa linhagem foi Yadu, filho do rei Yayâti do Somavanza Ou Ra- ça lunar. No tempo de Krishna — que certamente não era um personagem mnífico — esta- beleceu-se o reino de Dwãâraká, em Guzerat e também, após a morte de Krishna (3) O2 a,C.), todos os yvâádavas existentes na cidade morreram, quando esta foi submersa pelo oceano. Somente alguns poucos vádavas, que se encontravam ausentes da cidade durante à catástrofe, escaparam para perpetuar esta grande raça, Os Rájâs de Vijaya Nâgara fi- guram hoje entre o número reduzido de seus representantes. |Yâdava é um sobrenome de Krishna, por este ser descendente de Yadu.] Yadrichehhã (Sânse.) — Acidente, casualidade, azar, capricho; independência, li- berdade. Yadrichehhâlâbha (Sânsc.) — Aquisição daquilo que se apresenta eventualmente Ou por si mesmo. Yadu (Sânsc.) — Ver Yádava. Yah (Hebr.) — O mundo, segundo o Zohar, através do qual os Elohim formaram os mundos, À slaba em questão é uma adaptação nacional e uma das muitas formas do “nome de Mistério” IAQ. (Ver faho e Yãho.) Yahia (Árab.) — Nome de São João Batista entre os muçulmanos. Yiâho (Hebr.) — First demonstra que este nome é idêntico ao grego lao, Yâáho E um ântigo nome semita e muito místico da Divindade suprema, enquanto Yah (ver) é uma abreviação posterior, que, por conter um ideal abstrato, passou finalmente a ser aplicada é relacionada com um símbolo fálico: o lingham da criação, Tanto Yah como Ydho eram “nomes de mistério” hebraicos derivados de fao. Porém os caldeus possufam um Yãho antes de os judeus o adotarem e, entre eles, como o explicam alguns gnósticos e neopla- tônicos, era a mais alta divindade concebível, entronizada sobre os sete céus é represen- tando à Luz espiritual (Atman, O universal), cujo raio era Nous, que, por sua vez, repre- sentava o inteligente Demiurgo do Universo de Matéria e o Manas divino no homem, sendo ambos Espírito. À verdadeira chave disso, comunicada apenas aos Iniciados, era que o nome de IÃO era “trilateral e sua natureza secreta”, segundo explicação dos Hie- rofantes. Os fenícios tinham também uma divindade suprema, cujo nome era trilateral e seus significados secretos. Esta divindade era também lao., Y ha ho era uma palavra sa- grada nos mistérios egípcios, que significava “a una, eterna e oculta divindade" na natu- reza é no homem, isto é, a “Ideação divina universal”, o Manas humano ou o Ego supe- rior. 754
À terceira porção da primeira parte dos Avesta ou Es- critura dos parses zoroastrianos. O Yasna é composto de ladainhas semelhantes ao Vispé- red (a segunda porção) e de cinco hinos ou gáthas. Estes gáthas são os fragmentos mais antigos da literatura zoroastriana, conhecida dos parses, pois estão escritos “num dialeto especial, mais antigo que a linguagem geral do Avesta. (Darmesteter) Yasodhara (Sânsc.) - Um poder místico, (Doutrina Secreta, UI, 392.) Yata (Sânsc.) — Refreado, reprimido, coibido, subjugado, dominado, disciplinado. Yatachetas (Sânsc.) — Que tem a mente reprimida ou disciplinada. Yatachitta (Sânsc.) — Que tem o pensamento refreado ou dominado, Yatamâna (Sânsc.) — Que se esforça ou luta. Yatamânasa(s) (Sânsc.) — Que tem o pensamento ou a mente reprimidos. Yatant (Sánsc.) — Que se esforça ou luta. Yatâtman ou Yatâtmã (Sánsc.) — Que venceu ou dominou a si próprio; dono de si mesmo. Yâátâtmavant ou Yatâtmavat (Sânsc.) — Significado idêntico ao de Yatâtman, Yátayâma (Sânsc.) — Que passou em vigília; tresnoitado; passado, rançoso; acre; insípido; avariado, alterado. Yatendriya (yata-indriya) (Sânsc.) — Que tem os sentidos dominados. (Ver Indri- ya) Yati (Sánso.) — Asceta, penitente; sábio, devoto; dominador de si próprio; conti- nente, refreado, disciplinado; que renuncia ao mundo, Uma medida de três pés. Yatin (Sâánsc.) — Asceta, penitente. Yatna (Sânsc.) — Esforço, zelo, perseverança. Yatrâá (Sânsc.) — Sustento, manutenção, meios de subsistência; viagem, via; curso; peregrinação, marcha; vida, meio; recurso, uso, costume. Yatus ou Yâtudhânas (Sânsc.) — Um tipo de demônios com formas animais. Eso- tericamente, paixões humanas e animais. Yâtya (Sánsc.) — Um condenado. Yauvana (Sáânsc.) — Juventude, mocidade, Yavanas (Sânsc.) — Na Índia, nome que foi dado aos gregos. 758
O significado do Angânta Yênê é conhecido em toda Índia, É a ação de um elemental (bhúta), que, introduzido no corpo sensitivo e passivo de um mé- dium, apossa-se dele. Em outras palavras, agântia yênê significa, literalmente, “obses- são”. Os hindus temem tal calamidade tanto atualmente quanto a milhares de anos atrás. “Nenhum hindu, tibetano ou cingalês, que não seja de inteligência ou casta inferior, não pode ver, sem estremecer de horror, os sinais de *'mediunidade' manifestando-se num membro de sua família, ou, como diria hoje um cristão: “tem o diabo", Este “dom, favor divino e santa misericórdia — como é chamado na Inglaterra e América —, para os povos antigos, berço de nossa raça, cuja experiência, maior que a nossa, ensinou uma sabedoria mais espiritual, é considerado como horrenda desdita”., (Ver Médium ou Mediunidade.) Yesod (Hebr.)— À nona Sephira; significa: Base ou Fundamento, Yetzirah (Hebr.) — O terceiro dos quatro Mundos cabalísticos, correspondente ao dos Anjos; o “Mundo de Formação” ou Olam Yetzirah. E também denominado Maiaha- yah, “dos anjos”. É a mansão de todos os Gênios (ou Anjos) regentes, que dirigem e go- vernam planetas, mundos e esferas.
À “Árvore do Mundo da Cosmogonia escandina- va; o freixo Yggdrasil; a árvore do Universo, do tempo e da vida”. Tem três raízes, que chegam ao frio Heil e dali se estende até Jotunheim, o país dos Hrimthurses ou “Gigantes de Gelo” e ao Midgard, a terra e mansão dos filhos dos homens. Seus ramos superiores estendem-se até o céu e seu ramo mais elevado cobre com sua sombra o Walhalla, o De- vachan dos heróis caídos em luta. O Iggdrasil é sempre fresco e verde, pois diariamente é regado, pelas Nornas, as três irmãs fatais, o Passado, o Presente e o Futuro, com as águas da vida da fonte de Urd, que flui em nossa terra. Esta árvore secará e desaparecerá somente no dia em que for travada a última batalha entre o bem e o mal; quando, preva- lecendo o primeiro, a vida, o tempo e o espaço sairão da vida, do tempo e do espaço. Todos os povos antigos tinham sua árvore do mundo, Os babilônios tinham sua “ár- vore da vida”, que era a árvore do mundo, cujas raízes penetravam no grande abismo inferior, o Hades, e cujo tronco estava na Terra; os ramos superiores chegavam ao Zi- kum, a mais elevada mansão celeste. Em lugar do Walhalla, colocavam sua folhagem su- perior sobre a santa casa de Davkina, a “grande mãe” de Tammuz, o Salvador do Mun- do, o Deus Sol condenado à morte pelos inimigos da luz. (Ver Midgard.) YHVH (Hebr.) — Tetragrama do nome de Deus de Israel, só pronunciado pelo Su- mo-sacerdote e apenas durante o lom Kipur (ver), quando no Santo dos Santos (lugar central do Templo de Jerusalém).
Ver / Ching. Yima (Zend.) — Segundo o Vendidãa, É o primeiro homem e, por seu aspecto de progenitor espiritual da Humanidade, é idêntico a Yama (ver). Suas funções mais amplas não se encontram expressas nos livros zendes, por terem sido perdidos muitos destes an- tigos fragmentos ou por ter-se impedido que cafssem em mãos profanas. Yima não nas- ceu, porque representa as três primeiras raças mães humanas, a primeira das quais é “não nascida”, porém cle é o “primeiro homem a morrer”, porque a terceira raça, à que foi 760
À matéria personificada de nosso globo num estado de ebulição. O monstro cósmico em forma de gigante, que, nas alegorias cosmogônicas dos Eddas, é morto pelos três criadores, os filhos de Bôr (Odin, Wili e We), dos quais se diz que venceram Ymir e de seu corpo criaram o mundo. Esta alegoria mostra as três forças principais da Natureza — separação, formação e desenvolvimento (ou evolução —, que dominam o indômito, furioso “gigante” matéria e o obrigam a converter-se num mundo ou globo habitável. curioso que um povo pagão antigo, primitivo e sem cultura, tão fi- losófico e cientificamente correto em suas idéias a respeito da origem e formação da Terra, tenha aceito, para que fosse considerado civilizado, o dogma de que o mundo foi criado do nada! (Ver Oergelmer.) Yod (Hebr.) — À décima letra do alfabeto hebraico e a primeira do símbolo quádru- plo do nome composto Jah-hovah (Jehovah) ou Jah- Eve, à existência e força hermafro- dita da Natureza. Sem as vogais posteriores, a palavra Jehovah é escrita IHVH ou YH- VH (ver), (sendo que a letra Yod representa as três letras inglesas Y, / e /, conforme o caso) e é masculina-feminina. À letra Yod é símbolo do lingham ou órgão masculino, em sua tríplice forma natural, como o demonstra a Kabbalah. À segunda letra, He, têm por símbolo o yoní, a matriz ou “janela — que se abre”, também segundo a Kabbalah; o sim- bolo da terceira letra, o Vau, é um báculo ou unha (sendo esta a origem do báculo epis- copal), outra letra masculina e à quarta é a segunda indicada, significando, o todo ser ou existir sob uma destas formas ou sob ambas. Assim, tal palavra ou nome é proeminente- mente fálico. É o nome do deus guerreiro dos judeus, “Senhor dos Exércitos”; do “a- gressivo Yo” ou Zodh, Caim (por permutação), que matou seu irmãofêmea Abel e der- ramou seu sangue. Este nome, escolhido entre muitos pelos primeiros escritores cristãos, tornou-se desgraçado para sua religião, devido às suas associações e significado original; é um número supondo o melhor, na realidade, um órgão. Esta letra Yod converteu-se em God e Gott (Deus, em inglês e alemão, respectivamente.) (Ver Y) Yoddhukâma (Sânsc.) — Desejoso de lutar. Yodha (Sânsc.) — Guerreiro, combatente. Yodhana (Sânsce.) — Combate, peleja, luta. Yodhavrira (Sánsc.) — Guerreiro, herói (na batalha). Yoga (Sânsc.) — 1) Um dos seus Darzanas ou escolas filosóficas da Índia; uma es- cola fundada por Patanjali, embora a verdadeira doutrina Yoga, a única, segundo se diz, que ajudou a preparar o mundo para a pregação de Buda, é atribuída, com todas as boas razões, a Yâjawalkya, autor do Zatapatha Brâhmana, do Yajur Veda, do Brihad Ára- nyaka e outras obras famosas. 2) A prática da meditação como meio condutor à liberação 761
Guerreiro, combatente. Yudhichtira (Yudishthira (Sânse. - Um dos heróis do Mahábhâárata. O irmão mais velho dos Pândavas ou os cinco príncipes com este nome que lutaram contra seus parentes próximos, os Kauravas, filhos de seu tio materno. Arjuna, discípulo de Krishna, era seu irmão mais jovem. O Bhagavad-G&á fornece detalhes místicos desta guerra, Kunti era mãe dos pândavas (apenas dos três primeiros: Yudhichtira, Bhima e Arju- na) * e Draupadi era & esposa comum dos cinco irmãos (uma alegoria). Porém, Yudhi- chtira é também, assim como Krishna, Arjuna e tantos outros heróis, um personagem histórico, que viveu há uns 5.000 anos atrás, no período em que começava o Eafi Yuga. Yudhi-stira ou Yudhichtira, por eufonia, significa literalmente “firme no combate”. Era filho de Kunti e, embora Pându fosse seu suposto pai, foi engendrado misticamente por Dharma, deus da Justiça. Yuga (Sânsc.) — À milésima parte de um Ralpa, Uma das quatro idades do Mundo e cuja série continua em sucessão durante o ciclo manvantárico, Cada Yuga é precedido por um período chamado, nos Purânas Sandhyá, crepúsculo ou período de transição e é seguido por outro perfodo de igual duração, chamado Sandhyâmza, “porção do crepús- culo”, Cada um deles é igual à décima parte do Yuga. O grupo de quatro Yugas é com- putado primeiramente pelos anos divinos ou “anos dos deuses”, sendo cada um desses anos igual a 360 anos dos homens mortais. Assim, temos em anos “divinos”: * Os outros dois mãos (Nakula é Sahadeva) o eram apenas por parte de pai, Pându, pois eramfilhos de Sua outra esposa, Mádrf. (NT) 7€4
Epíteto depreciativo dado pelos partidários do Código Nazareno, os gnósticos de São João, ao Jeová dos judeus. Yúrmungander (Esc.) - Um nome da serpente Midgard, no Eddas, cujo irmão é o lobo Fenris e cuja irmã é o horrível monstro Hel. Os três são filhos do malvado Loki e de Angurboda (vida de angústia), uma gigante terrível, À serpente do mundo dos antigos escandinavos. O monstro criado por Loki, porém formado pelas contínuas emanações pútridas do corpo do gigante morto Ymir (a matéria de nosso globo) e que, por sua vez, produz uma emanação contínua, que atua como um véu entre o céu e a Terra, isto é, à Luz Astral.
José, entre os muçulmanos. Yuvan (Sânsc.) - Jovem. Yuyudhâna (Sânsc.) — Literalmente: “combatente”. Nome de um chefe aliado dos pândavas, também chamado de Sátyaki, por ser filho de Satyaka. (Bhagavad-Gitá, 1, 4) Yuyutsu (Sânsc.) — Desejoso de lutar, Epíteto de um filho de Dhritarachtra, que, na véspera da batalha de Kurukchetra, deixou o partido dos Kauravas, para unir-se ao dos pândavas. 766
Ver Brifhiat-sâman. Vrijina (Sâánsc.) — Falta, pecado, vício, culpa. Vrikeha (Sânsc.) — Árvore, planta. Vrikodara (Vrika-udara) (Sânsc.) — “ Ventre de lobo.” Epíteto de Bhima, segundo dos príncipes pândavas, temível por sua ferocidade. (Bhagavad-Gitã, 1, 15) Vrindâ-vana (Sânsc.) — Uma selva do distrito de Mathurá, onde Krishna passou sua juventude, com o nome de Gopãla, entre vaqueiros. (Dowson) Vrischika (Sânsc.) — O oitavo signo do Zodíaco hindu, correspondente a nosso Es- corpião. Vrita (Sánsc.) — Coberto, velado; envolto; rodeado; encerrado; oculto; cheio, dota- do, Vritra (Sânsc.) — Nos Vedas é o demônio dassecas e do mau tempo e que está em luta contínua com Indra, deus do firmamento. E a alegoria de um fenômeno cósmico. Vritra-ban (Sánsc.) — Epíteto de Indra; significa: “matador de Vritra””. Vrittayah (Sânsc.) — Plural de vritti, (Ver Vritti.) Vritti (Sânsc.) — Estado, condição, disposição, maneira de ser ou de viver; conduta, proceder, profissão, ofício, função; modificação, transformação; uso, costume; prática; regra; ação; atividade, força, devoção; seguimento, Vritti-nirodha (Sânsc.) — Supressão, suspensão das modificações do princípio pensador, (M. Dvivedi) 749