Glossário Teosófico

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Verbetes: R

R

Décima oitava letra do alfabeto inglês, a letra “canina”, assim chamada porque o seu som nos lembra o rosnar de um cão. No alfabeto hebraico é à vigésima letra e seu número é 200. Como Resh (nome hebraico de R) equivale ao nome divino Rahim (cle- mência) e seus símbolos são uma esfera, uma cabeça ou um círculo. [Na língua sânscrita há o R consoante, que é a quadragésima primeira letra de seu alfabeto e se pronuncia como rá, porém com som suave. Há além disso, em tal língua as vogais ri (breve) e 17 (longa), que se pronuncia quase como nas palavras francesas rien e criera, respectiva- mente. Nas transliterações, o R vogal (breve ou longo) costuma ser escrito com um pon- tinho embaixo, como nas palavras brihat, Krishna, ritu eto., outras vezes é escrita com um pequeno i sob a letra, como na palavra prakrti; e outras, finalmente, são expressas com um r é um pontinho sob o mesmo, porém sem o 5, isto é, brhat, prakrti, rni, que se pronunciam: brihat, prakriti, rini.) Ra (Sânsc.) — Fogo, calor, combustão, queimadura; desejo; rapidez.

No panteão egípcio há uma deusa com a cabeça deste anfíbio. Supõe-se que simbolize a eternidade, o que explicaria o sentido dos amuletos em forma de rã. Em todo O caso, está relacionada com a idéia de tempo, de longos períodos de anos, porque em certa época servia para escrever a palavra ano, e girino é o hieróglifo do número cem mil. Segundo Choeremón, a rã expressa o retorno à vida, a ressurreição. (Pierret, Dic, d'árch. Egypt.)

Rá (Egg)

À divina Alma universal em seu aspecto manifestado — a luz sempre ar- dente; é também o Sol personificado. [O deus Rá é representado com cabeça de gavião, porque a ave em questão é dedicada a Hôrus, Ra significa fazer, dispor e, de fato, o deus Rá dispos e organizou o mundo, cuja matéria Ptah lhe havia concedido, (Dict. d Arch, Egypt.) Ver Ammón,) Rá (Sânsc.) — Dom, dádiva, presente, ouro.

Rabbi

Ver Rabino. Rabboth (Hebr.) — Comentários alegóricos sobre os cinco livros de Moisés. São muito antigos e têm grande autoridade entre os judeus. Rabhas (Sânsc.) — Movimento violento da alma ou do corpo; impetuosidade, vio- lência, fúria, rapidez. Como adjetivo: impetuoso, feroz, violento, enérgico. Rabhasa (Sânsc.) — Energia, zelo, afã, desejo veemente, (Ver também Rabhas.) Rabiel (Alg.) — Sangue de dragão.

Rabinos [do hebraico Rabbi]

Originariamente, instrutores ou mestres dos sagra- dos Mistérios ou Qabbalah; mais tarde, todo levita da casta sacerdotal passava a ser mestre e rabino. (Ver a seguinte série de rabinos cabalistas exposta por W. Wynn West- cott.) 1. Rabino Abulafia de Saragoça. Nascido em 1240, instituiu uma escola de Cabala, que recebeu seu nome, Suas obras principais são: Os Sete Sendeiros da Lei e à Epístola ao Rabino Salomão. 2. Rabino Akiba — Autor de famosa obra cabalística, o Alfabeto de R. A., que estuda cada letra como símbolo de uma idéia e como emblema de um sentimento. O Livro de Enoch foi, originalmente, uma parte desta obra, que surgiu no fim do século VIII, Não era simplesmente um tratado cabalístico. 542

Raça

Ver Raça Adâmica, Raça Andrógina, Raça Humana, Raça-Mãe ou Raça Raiz etc,

Raça Adâmica

É a raça humana que, segundo a Bíblia, descende dos simbólicos Adão e Eva. Segundo a Dourrina Secreta, houve, antes desta, quatro grandes raças, cujos nomes variam segundo os povos e suas respectivas escrituras. (Doutrina Secreta, 11, 5)

Raça Andrógina

À raça cujos indivíduos reúnem os dois sexos. É a terceira raça. À esta raça alude o Gênesis (I, 27), quando diz: “E Deus criou o homem à sua imagem... homem e mulher os criou”. Como se lê no Livro de Dzyan, “os grandes Chohans cha- maram os Senhores da Lua, os de corpos aéreos, e lhes disseram: Produzi Homens, Ho- mens de vossa natureza... Machos- fêmeas serão... ” (Estância III, 12) Raça Ária-Éa quinta Raça- Mãe, (Ver Quinta Raça.)

Raça Atlântica

É a Quarta Raça-Mãe. Desde o início da Raça Atlântica se pas- saram muitos milhões de anos e, apesar disso, encontramos os últimos atlantes mistura- dos com o elemento ário há 11000 anos atrás, (Doutrina Secreta, II, 463) Os atlantes foram a primeira raça verdadeiramente humana e terrestre. (Ver Quarta Raça.)

Raça Chhàâyà

À esta raça refere-se o Livro de Dzyan (Estância IV, 15), quando diz: “Sete vezes sete sombras (Chhávãs) de Homens futuros (amânasas, sem mente) nas- ceram. Cada uma de sua própria cor e espécie, Cada uma inferior a seu Pai (criador), Os Pais, os Sem-ossos, não podiam dar vida a seres com ossos. Sua prole eram bhútas (fan- tasmas ou larvas), sem forma nem mente, Por isso são chamados Raça Chháâvã (sombra ou imagem astral, isto é, uma sombra sem sentido)”. Com o passar do tempo e com à ajuda de grandes Seres (Dhyân, Chohâns, Pitris etc.), esta raça deu origem ao homem físico e dotado de inteligência. 544

Raça Espiritual

Os dez Patriarcas pré-diluvianos, os Prajápais e Sephiroth guiados pela mesma Divindade criadora. (Doutrina Secreta, II, 137.)

Raça Pré-Adâmica

Os principais deuses e heróis da quarta e quinta Raças, de antiguidade mais recente, são as imagens deificadas destes Homens da terceira. Os dias de sua pureza fisiológica e os de sua chamada Queda sobreviveram tanto no coração quanto na memória de seus descendentes. Daí a natureza dual que estes deuses apresen- tam, cujas virtudes, bem como seus pecados, foram exaltados ao extremo nas biografias compostas pela posteridade, Estas eram as raças pré-adâmicas e divinas, das quais a teo- logia, para a qual todas são “malditas raças de Caim”, começa agora ocupar-se, As raças pré-adâmicas do Zohigr são a quinta Raça-mãe. (Doutrina Secreta, II, 181-745)

Raça-Mãe ou Raça-Raiz

É assim chamada cada uma das Raças humanas em ge- ral, para diferenciá-las das respectivas sub-raças, como se diferencia o tronco de uma árvore dos ramos que dele partem.

Raças Etéreas

Assim se denominam as numerosas classes de Dhyân Chohâns ou Devas (entidades avançadas de um perfodo planetário precedente). (Doutrina Secreta, 1, 243) Às três primeiras raças, ou seja, as da humanidade em seu período de involução ou descenso, eram atéreas, formando assim um tipo intermediário entre o animal e os deu- ses. (lbid., 1, 707)

Raças Humanas

São em número de sete e estão intimamente relacionadas com a doutrina da Cadeia Planetária. Admitida a natureza sétupia do homem, cada um de seus princípios guarda relação com um plano, um planeta e uma raça. As Raças Humanas nas- cem uma da outra, crescem, se desenvolvem, envelhecem e morrem. As sub-raças se- guem a mesma regra, Cada Raça-Mãe, com suas correspondentes sub-raças e inumerá- veis subdivisões em famílias e tribos, é inteiramente distinta da Raça que a precede e da que a seguirá, Cada uma das sete Raças, bem como a mais ínfima de suas divisões, divi- de-se em quatro idades: de ouro, de prata, de bronze e de ferro, Das sete Raças, cinco já apareceram e quase completaram seu curso terrestre; as outras duas devem aparecer ain- da nesta Ronda, Nossa quinta Raça-Mãe já existe como Raça sui generis € completa- mente independente de seu tronco-pai, desde há milhões de anos, do que se pode inferir que cada uma de suas quatro sub-raças precedentes viveu cerca de 210 000 anos; assim, cada raça-família tem um tempo médio de existência de cerca de 30 000 anos; e também a raça-família européia tem ainda alguns milhares de anos de vida, bem como as nações, Ou seja, as inumeráveis espinhas que bá nela, variam com cada “estação” sucessiva de 3 000 a 4 000 anos. (Doutrina Secreta, 11, 453, 454 ) À quinta Raça (ária) é a que atual- mente segue seu curso em nosso globo, coexistindo com uma grande parte da quarta Ra- ça (constituída pelos tártaros, chineses e mongóis) e com alguns restos da terceira (os aborígines da Austrália e hotentotes). O curso das Raças Humanas corresponde aos grandes perfodos de involução ou descenso, de equilíbrio e de evolução ou ascensão, (Ver Cadeia Planetária.) No período de involução ou descenso, desenvolveram-se as três primeiras Raças; no equilíbrio, desenvolveu-se a quarta Raça e o período de evolu- ção ou ascensão corresponde à quinta, sexta e sétima Raças. (Doutrina Secreta, passim.)

Raças Solar e Lunar

Às lendas primitivas da história da Índia mencionam duas dinastias agora perdidas na noite dos tempos, À primeira delas era a dinastia dos reis da “raça do Sol”, que reinou em Ayodhyâ (atualmente Oude); a segunda era a da “raça da Lua”, que reinou em Pruyag (Allahabad), (sis sem Véu, II, 437-438) Rachana (Sânsc.) — Ordem, disposição, preparação; escritura; composição; inven- ção, ficção; estilo, composição literária. Rachayitri (Sâánsc.) — Autor, compositor, Rachita (Sânsc.) — Produzido, preparado, feito de; composto ou escrito; ocupado em, Rachitârtha (Sânsec.) — Que alcançou seu objetivo, Râchtra (Sânsc.) -— Reino, realeza, soberania; trono; poder; região, país; gente; açoite, calamidade pública, Rada (Sânsec.) — Ação de dividir, fender, partir; dente. Radana (Sánsc.) — Ver: Rada. Râddha (Sânsc.) — Acabado, consumado, perfeito; Iniciado, Adepto. Râddhânta (Sânsc.) — Feito, estabelecido, consumado; verdade demanstrada, Râdha(. nsc.)— O mês vaizâtha (abril-maio), Râdhã (Sânsc.) — [Literalmente: beleza, briho.] À pastora entre os gopis (zagais, pastoras) de Krishna, que era a companheira favorita do deus (enquanto este tinha vida de pastor em Vrindávana). [Alguns autores consideram Râdhã como a representação da alma humana atraída para a Divindade. (Ver Dowson, Dic. Clássico Hindu.) RAdhã sig- nifica também o 16º asterismo lunar,] Râdhana (Sánsc.) — Cumprimento; obtenção; satisfação: propiciação; meio de curo- prir alguma coisa. Râdhanâ (Sânsc.) — Discurso. Râdhas (Sânsc.,) — Tesouro, Râdhikâá (Sânsc.) — Diminutivo do nome Râdhã,

Radiante, Corpo ou Corpo de Luz

É env alente ao “corpo luciforme” dos neo- platônicos. (A. Besant, Sabedoria Antiga, 45 Radira (Aig.) - Estanho, Júpiter. Rãâga (Sânsc.) — Um dos cinco Kklezas (aflições ou obstáculos) na filosofia yoga de Patahjal. No Sânkhya- Káriká, € o “obstáculo” chamado amor e desejo, no sentido físico Ou terreno. Os cinco Klezas são: avidyã (ignorância), asmitá (egoísmo ou egotismo), râga (amor, desejo), dvecha (aversão) e abhiniveza (medo de sofrer, [apego ou inclinação]). |WRága significa também: paixão, afeto, amor, apego, inclinação, atração, desejo, gosto e, em geral, é aquela manifestação da mente que tende a reter os objetos que ocasionam uma sensação de prazer, (Râma Prasâãd)| Râga-dvecha (Sânsc.) — O par de opostos constituído pelo amor e o ódio, apego e aversão, gosto e repugnância, atração e repulsão. : Râgas (Sânsc,) — São modos musicais, em número de oito, e cada um deles tem vá- rios modos menores, chamados ráginis, que, por sua vez, têm várias harmonias, (Râma Prasãd) 548

Ragny

Sábio alquimista que, segundo M. Kopp em sua História da Química, ob- teve, em 1440, do rei Henrique VI da Inglaterra, autorização para fabricar, em seus Es- tados, ouro e o elixir da longa vida. Esta autorização era extensiva a outros alquimistas, tais como: Kirkeby, Cobler, Trafford, Bolton, Metsle etc. Ragon, /. M. — Franco-maçon, distinto escritor e grande simbologista, que procurou fazer a Maçonaria retornar à seu estado anterior de pureza pristina. Nasceu em Bruges, em 1789; era ainda quase um rapaz quando foi recebido na Loja e Capítulo dos “ Verda- deiros Amigos” e, ao trasladar-se para Paris, fundou a Sociedade dos Trinósofos, Se- gundo se diz, possuía numerosos dacumentos que lhe havia entregue o famoso Cond. ve St, Germain, de quem recebeu os notáveis conhecimentos sobre a Maçonaria primiuva, Morreu em Paris, em 4866, deixando inúmeros livros escritos por ele e grande quantido - de de manuscritos, que legou ao “Grande Oriente”. De todas as suas obras publicadas, muito poucas foram conservadas, enquanto outras desapareceram completamente, Isso se deve a pessoas misteriosas (jesuítas, segundo se crê), que se apressaram em comprar toda a edição que puderam encontrar, depois da morte do autor. Numa palavra, suas obras são atualmente extremamente raras.

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