Décima quinta letra e quarta vogal no alfabeto inglês. Não tem equivalente em hebraico, cujo alfabeto, com só uma exceção, carece de vogais. Como número, entre os antigos, significava 11 e, com um traço horizontal sobre a letra, 11,000, Entre outros povos antigos também era uma letra muito sagrada, Na escritura devanâgari, ou dos deuses, tem significado múltiplo, porém falta-nos espaço para exemplos. [No alfabeto sânscrito, a letra O é a décima terceira vogal, que figura entre as compostas, duplas ou ditongos, equivalentes a A-U. Assim, Om é o mesmo que Aum; Káranopâdhi equivale a Kárana-upádhi etc, Como vogal longa que é, Bumouf escreve-a sempre O, (Ver E.)) Oannes [ou Des] (Gr.) — Musarus Oannes, o Annedoto, conhecido nas lendas cal- déias transmitidas por Beroso e outros escritores antigos pelo nome de Dag ou Dagón, o “homem-peixe”. Oannes apresentou-se aos antigos babilônios como reformador e ins- trutor, Ao surgir do Mar Eritreu, levou-lhes a civilização, as letras e as ciências, as leis, a astronomia e a religião e lhes ensinou a agricultura, a geometria e as artes em geral. Houve Annedotos que chegaram após este, em número de cinco (note-se que a nossa é a quinta Raça), “todos eles como Oannes no que se refere à forma e ao que ensinavam”, porém Musarus Oannes foi o primeiro à surgir, o que ocorreu durante o reinado de Ammenon, terceiro dos dez reis antediluvianos, cuja dinastia terminou com Xisuthrus, o Noé Caldeu. (Ver Xisuthrus ) Oannes era um “animal dotado de razão... é cujo corpo era de um peixe, mas que tinha uma cabeça humana sob à de peixe, com pés semelhantes aos dos homens junto à cauda e cuja voz e linguagem também eram articuladas e huma- nas” (Polyhistor e Apolodoro). Isso fornece a chave para a alegoria, Designa Oannes como um homem e um “sacerdote”, um fniciado. Há muito tempo, Layard demonstrou (ver Nineveh) que a “cabeça de peixe” era simplesmente uma touca ou adorno da cabe- ça, a mitra portada pelos sacerdotes e os deuses, feita com a forma de cabeça de peixe e que, de forma um pouco modificada, vemos ainda hoje na cabeça dos grandes lamas e dos bispos da Igreja romana, Osíris portava uma mitra semelhante. À cauda do peixe é simplesmente a cauda de um longo manto estriado, tal como se encontra pintado em al- gumas tábuas assírias, cuja forma vemos reproduzida na áurea vestimenta sacerdotal usada pelo moderno clero grego, durante as cerimônias religiosas. Esta alegoria de Oannes, ou Annedoto, recorda-nos o “dragão” e os "Reis-Serpentes”; os Nágas, que, nas lendas búdicas, instruem o povo na sabedoria, junto aos lagos e rios e acabam por se converter à boa Lei, chegando a ser Arhats. O significado disso é claro. O “peixe” é um símbolo antigo e muito sugestivo na linguagem do mistério, como o é também a “água”, Ea ou Hea era o deus do mar e da Sabedoria e a serpente do mar era um de seus emble- mas, visto que seus sacerdotes eram “serpentes” ou Iniciados. Daí por que o Ocultismo inclui Oannes e os demais Annedotos no grupo daqueles antigos “Adeptos” que eram chamados de “dragões da água” ou “marinhos”, isto é, Núgas. À água representava sua origem humana (pois é um símbolo da terra e da matéria e também da purificação), opostamente aos “Nágas do fogo", isto é, os Seres imateriais, espirituais, sejam Boddhi- satrvas celestes ou Dhyânis planetários, considerados também como instrutores da hu- manidade, O significado secreto resulta claro para o ocultista, uma vez que se indica que “este ser (Oannes)” costumava passar o dia entre os homens, ensinando, e ao chegar o ocaso retirava-se novamente para o mar, passando a noite no fundo das águas, “porque era anfíbio”, isto é, pertencia aos dois planos: o espiritual e o físico, uma vez que a pala- vra grega amphibios (de amphi, ambas as partes, e bios, vida) significa simplesmente “vi. da em dois planos”, Na Antiguidade, esta palavra aplicava-se freqiientemente áqueles homens que, embora apresentassem sempre forma humana, haviam se tornado quase di- vinos por seu saber c viviam tanto na Terra como nas regiões espirituais supra-sensíveis. Oannes encontra-se confusamente refletido em Jonas e até em João, o Precursor, um e outro relacionados com o Peixee a À gua, [Ver Dag ou Dagon e Annedoto,) 429
A Luz astral — melhor dizendo, suas correntes daninhas, personificada para os judeus como um Espírito, o Espírito de Ob. Entre eles, todos os que tratavam com espíritos e se ocupavam com a necromarncia eram designados como possuídos pelo Espírito de Ob. [Ob é o mensageiro da morte utilizado pelos feiticeiros, o fluido maligno funesto, (Doutrina Secreta, L, 105)]
Pilares de pedra muito altos, de quatro faces iguais e terminados por uma ponta piramidal achatada. Estes monolitos eram muito usados pelos antigos egípcios e se encontravam cobertos de inscrições hieroglíficas, algumas das quais ocultavam im- portantes segredos e representavam os mistérios da religião egípcia. Quando Cambises, rei dos persas, apoderou-se do Egito, exigiu que os sacerdotes descobrissem o significa- do de tais inscrições e, como se negassem a lhe obedecer, matou-os e destruiu todos os obeliscos que pôde encontrar, Estes monumentos estavam relacionados com o culto do Sol e, por este motivo, os sacerdotes denominavam-nos de dedos desse astro, Os obelis- cos foram venerados como símbolos do deus itifálico Amón, o procriador. (Ver Pierret, Dicr. dArch, Égypr) [Os quatro lados do obelisco representavam os quatro pontos car- deais e seus respectivos regentes (os quatro Mahárâájahs, em sânscrito), (Doutrina Se- creta, 1, 1550-1517]
Marca ou sinal empregado nos antigos manuscritos, para assinalar passa- gens duvidosas, especialmente nos “Setenta”, para indicar passagens que não figuram no texto hebraico,
O referente aos objetos reais, exteriores; o que podemos observar fora de nós, através de nossos sentidos; opostamente ao subjetivo, ou seja, o que se refere a nosso interior, a nosso modo especial de sentir ou pensar. (Ver Subjetivo.)
São os três seguintes: 1º) Formar um núcleo de Fraternidade Universal da humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor, 2º) Fomentar o estudo comparativo das religiões, literaturas e ciências dos arianos e de outros povos orientais, 3º) Investigar as leis inexplicadas da Natureza e poderes psíquicos latentes no ho- mem, (Só uma parte dos membros da Sociedade dedica-se a este objeto.) À adesão ao primeiro destes objetivos é indispensável ao ingresso na Sociedade Teosófica. À nenhum dos aspirantes são feitas perguntas a respeito de suas opiniões reli- giosas ou políticas; porém, em troca, exige-se de todos, antes de sua admissão, a pro- messa formal de respeitar as crenças dos demais membros. Obra (Herm.) — Os filósofos contam várias obras, embora exista propriamente uma, dividida em três partes. À primeira é denominada obra simples, é a medicina de primeira ordem ou a preparação da matéria, que precede a preparação perfeita, é a obra da Natu- reza. À segunda parte € chamada de obra mediana € É à preparação perfeita, a medicina de segunda ordem, o elixir e a obra da Arte. À terceira é a multiplicação e a obra da Arte e da Natureza, À primeira purga modifica os corpos e os tinge, mas sua tintura não é permanente, À segunda operação, ou medicina de segunda ordem, modifica e tinge os corpos de modo permanente, mas sem muito proveito, À medicina de terceira ordem é propriamente a Grande Obra. Ela demanda mais sagacidade e indústria e tinge perfeita- mente os corpos com muito proveito, visto que um único grão converte em ouro ou prata milhões de grãos de metais imperfeitos, 430
Período mais ou menos prolongado de repouso ou inércia, em que desaparece a vida ativa de um globo da cadeia planetária, uma espécie de pralaya (pralaya cíclico), durante o qual a Natureza, isto é, todas as coisas visíveis e invisíveis de um planeta em repouso, permanece em condição estacionária. A Natureza repousa e dorme; suspende-se no globo toda obra de destruição bem como todo trabalho ativo; to- das as formas, assim como seus tipos astrais, permanecem como estavam no momento posterior de sua atividade. (Doutrina Secreta, IL, 697) Tal termo é aplicado também aos períodos de obscuridade do Espírito, nos quais este submerge nos abismos da materiali- dade, bem como aos perfodos de obscurecimento da Matéria, nos quais o Espírito ascen- de glorioso aos reinos da espiritualidade mental.bidem, 1, 198)
“As Trevas são Pai-Mãe e a Luz é seu Filho”, diz um antigo provérbio oriental, À luz é inconcebível, a não ser que seja considerada como pro- cedente de uma origem que seja sua causa; e como, no que se refere à Luz Primordial, tal origem é desconhecida, por mais que a reclamem a razão e a lógica, é denominada de “Trevas”, de um ponto de vista intelectual. As Trevas são, pois, a eterna matriz onde aparecem e desaparecem as origens da Luz. Em nosso plano, nada mais se acrescenta às trevas para delas fazer a luz nem à luz para dela se obter as trevas. Luz e trevas são duas coisas permutáveis entre si e, cientificamente, a luz é apenas um modo de ser das trevas e vice-versa. Contudo, ambas são fenômeno de um mesmo númeno, que é a Obscuridade Absoluta para a inteligência científica. (Doutrina Secreta, 1, 72) Sendo a Luz Absoluta a essência das Trevas, estas são consideradas como a representação alegórica apropriada da condição do Universo durante o pralaya. Segundo as doutrinas rosacruzes, “Luz e Trevas são idênticas entre si, sendo apenas diferenciáveis na mente humana” e, no con- ceito de R. Fludd, “as Trevas adotaram a iluminação a fim de se tornarem visíveis” Ubidem, 1, 98-99). Como expressa o Gênese, à Luz foi criada das Trevas “e as Trevas estavam sobre a face do abismo”. A Luz Absoluta é Obscuridade Absoluta e vice-versa; na realidade, não há nenhuma luz nem trevas nos reinos da Verdade, Nem uma nem ou- tra existem per se, pois cada uma delas tem de ser engendrada e criada a partir da outra para chegar à existência. (Ibidem, 11, 100)
Dá-se este nome ao apoderamento do ânimo de umapessoa por um “espírito”, geralmente mau, que trabalha e influi sobre ela de modo pertinaz e, às vezes, irresistível, como um agente externo, isto é, sem entrar em seu corpo, opostamente à possessão, em que tal “espírito” trabalha sobre a pessoa como agente interno e a ela unido. (Ver Possessão.)
Divindade mitológica, que passava por filha da Noite, Era represen- tada como mulher, que tem na fronte um prego fincado na parte posterior da cabeça, le- va um braseiro aceso na mão e está apoiada sobre a cabeça de um asno. Também é re- presentada por uma figura com orelhas de burro e que tem a mão à frente dos olhos, para não ver a luz, e está vestida de negro, cor que não reflete a luz.
Divindade alegórica, que presidia o momento mais favorável para se ter bom Êxito em alguma empresa. Os gregos fizeram dela um deus, chama do Kairos. (Ver Cerus.)
Nome dado a certo reino da Terra, um mar interior. Em épocas remotíssimas, possufa doze centros, em forma de pequenas ilhas, que representa- vam os doze signos do Zodíaco — dois dos quais permaneceram por séculos como “signos 431
É a ciência que estuda os mistérios da Natureza e o desenvolvimento de poderes psíquicos latentes no homem. Esta ciência versa sobre as coisas que estão fora da percepção dos sentidos e especialmente sobre os fatos que não podem ser expli- cados pelas leis da Natureza universalmente conhecidas, porém cujas causas são um mistério para aqueles que não penetraram de modo .bastante profundo nos arcanos da Natureza, para compreendê-los devidamente, O que pode ser oculto, para uma pessoa, pode ser perfeitamente compreensível para outra, Quanto mais se desenvolvem a espiri- tualidade e a inteligência do homem, mais este se liberta das atrações dos sentídos; quanto mais se acrescenta e amplia seu poder de percepção, menos oculto lhe parece o proceder da Natureza, O oculto é de fato aquilo que está fora do poder dos sentidos ex- ternos para poder ser percebido, porem que é perfeitamente perceptível e compreensível para a inteligência interior espiritual, depois de se ter desenvolvido e tornado ativos os sentidos internos do homem. (F. Hartmann) As ciências ocultas não são as ciências ima- ginárias descritas pelas enciclopédias; são ciências reais, verdadeiras e muito perigosas nas mãos daquele que não faz delas o devido uso, Ensinam as forças e influências secre- tas das coisas da Natureza, desenvolvendo os poderes ocultos latentes no homem, graças aos quais dão a este enormes vantagens sobre os mortais mais ignorantes. O ocultismo ocupa-se com o estudo dos mundos suprefísicos, que, como tais, escapam da observação de nossos sentidos comuns, Revela ao Iniciado a Natureza tal como é na realidade e não tal como se a costuma julgar pelas aparências; estuda não apenas os fenômenos físicos, cuja origem nos é desconhecida, mas também aqueles que escapam a nossos sentidos físi- cos, mas que podem ser compreendidos e interpretados devidamente por nosso sentido interno. Finalmente, considera a vida que se manifesta através das formas, enquanto que a ciência física considera tão somente à aparência exterior, (Extr. et Abrégé d'un Gloss. Th£os.) O método de estudo do Ocultismo difere completamente dos demais, pois para ele é mister observar determinadas regras de vida e de disciplina mental, Não se pode confundir o Ocultismo com a Teosofia. Um homem pode ser um bom teósofo sem ser, de modo algum, um ocultista; porém ninguém pode ser um verdadeiro ocultista sem ser um teósofo em toda a extensão da palavra; de outro modo, não será nada além de um mago negro, consciente ou inconscientemente., Uma vez que, se o ocultista, ao invés de pôr em prática o ideal moral mais elevado, trabalhando com a maior abnegação em prol da humanidade, trabalhar movido apenas pelo interesse pessoal e com fins egoístas, 432
São também denominados de ocultistas da mão di- reita e ocultistas da mão esquerda, respectivamente, Os que se dedicam completamente e de maneira desinteressada ao cumprimento da vontade divina ou que se esforçam por adquirir estas virtudes são chamados de “brancos”; os que são egoístas e trabalham con- tra o desígnio divino no Universo são denominados de “negros”. À abnegação expansi- va, o amor e a devoção são as qualidades que caracterizam os primeiros; o egoísmo con- centrado, o ódio e a arrogância insolente são os sinais distintivos dos segundas. Entre uns e outros há uma classe cujos objetivos são mistos e que, então receberam a denominação de “cinzentos”, [Ver À, Besant, Sabedoria Antiga, 92.)
Ver Ocultistas brancos e negros. Od (Gr.) — De odos, passagem, trânsito; a passagem daquela força desenvolvida por várias forças menores ou por agentes tais como os imãs, uma ação química ou vital, o calor, a luz etc. É também denominada de força “ódio” ou “odílica”. Reichenbach e seus discípulos consideravam-na como uma força entitativa independente (como, sem dúvida, o É), que se encontra na Natureza e armazenada no homem, [No conceito de Eliphas Le- vi, “o Ou, Cit ou Aour é um agente único universal de todas as formas e da vida, ativo e passivo, positivo e negativo, é a primeira Luz da criação”, Porém é preciso fazer uma distinção entre os três termos mencionados: Od é a pura Luz doadora de vida, ou seja, o fluido magnético; Ob é o mensageiro da morte utilizado pelos feiticeiros, o mal fluido funesto; Aour é a síntese de ambos, propriamente chamada de Luz Astral. Podem os fi- lólogos dizer por que Od, termo empregado por Reichenbach para designar o fluido vi- tal, é também uma palavra tibetana que significa luz, brilho, esplendor? Num sentido oculto, também significa “céu””, (Doutrina Secreta, 1, 105)) Od (Esc.) - Nome do esposo de Freya,
O primeiro Annedoto ou Dagón (ver: Oannes), que apareceu durante o reinado de Euedoresco fou Aerodach), procedente de Pentebiblon, também “do Mar Eritreu, como o primeiro, tendo a mesma forma mista de peixe e homem, (A polodoro, Cory, p. 30)